''Cliente foi motor da arrancada''
Cliente foi motor da arrancada
Alvaro Pereira de Moraes FilhoAs primeiras torres da telefonia celular no Sul do País foram timidamente levantadas em Curitiba, em 1992, com natural desconfiança a respeito da capacidade de o mercado absorver os dez mil acessos programados para a primeira fase do novo serviço. Cobertura exígua, preços altos, aparelhos grandes e pesados, e a percepção de que se tratava de um serviço elitizado colocaram em dúvida durante algum tempo as perspectivas de sucesso desse novo produto/serviço como uma inovação capaz de suprir uma demanda ainda desconhecida.
Passaram-se apenas sete anos e o quadro é outro surpreendentemente diverso, mas não menos desafiador. Os mais de 10 milhões de clientes celulares no Brasil e a crescente expansão do serviço, com a abertura do mercado para a concorrência, confirmam a tendência de que o celular será cada vez mais um serviço para uso pessoal de todos os brasileiros. O consistente crescimento da base de clientes, com a inclusão de novos contingentes de consumidores, e a descoberta contínua de novas aplicações para o serviço, demonstram que este novo cenário está apenas começando.
O cliente, por direito próprio, foi o motor invisível dessa extraordinária arrancada. No Paraná, a crescente demanda reprimida, que há pouco mais de um ano comprimia mais de 120 mil interessados em uma inaceitável lista de espera, colocava em dúvida a capacidade de reação do serviço público frente ao desafio de realizar o óbvio: atender a demanda. A privatização libertou as empresas da burocracia estatal. Em pouco mais de um ano, o celular oferecido aos brasileiros até em supermercados incorporou mais qualidade, mais cobertura e mais clientes que em todo o período anterior. E tudo a preços muito mais baixos. Bastou colocar o cliente no lugar que lhe compete: no foco do negócio.
A fila por um celular foi eliminada, o serviço entrou na era digital, as tarifas sofreram redução, o valor médio de ingresso no serviço celular caiu de R$ 729,00 para R$ 199,00, a habilitação hoje tem custo zero e novos serviços, como o pré-pago, foram implantados. Por outro lado, as ações promocionais dão um colorido especial à disputa pelo cliente e, no mercado regional, uma nova e poderosa imagem está sendo construída, fundamentada na excelência dos serviços: a marca TIM, como sinônimo de qualidade em telefonia digital.
Os investimentos da iniciativa privada no setor produzem múltiplos benefícios. Ganha o consumidor que passa a ter um serviço cada vez melhor a um preço em queda permanente (só na área de cobertura da TIM, que engloba Paraná Santa Catarina e a região de Pelotas/RS, as tarifas caíram 30% e os investimentos dobraram). Ganha a empresa, chamada a superar-se na condição de líder de um mercado cada vez mais competitivo e criativo. Ganha a sociedade, com maior oferta do serviço, que gera mais oportunidades de emprego e novos negócios. Ganha a comunidade cultural com as novas parcerias e ações de marketing social. E ganha o governo, que arrecada mais impostos e com isso pode oferecer melhores serviços públicos.
Esse é só o começo. O potencial para crescer, de um lado, e reduzir tarifas, de outro, é palpável. Com a evolução da tecnologia, novos serviços serão incorporados como estratégia para ampliar a participação das companhias e por exigência do mercado, mutante, e em permanente amadurecimento. O perfil do consumidor de serviços de telefonia celular está sendo pesquisado, investigado e reserva grandes surpresas. Nesse sentido as operadoras e os fabricantes de tecnologia estão sempre em busca de inovações. E muitas estão a caminho.
A contínua busca da excelência no atendimento é premissa básica para o sucesso. Por isso investimos milhões de dólares anualmente para aperfeiçoar sistemas, melhorar performances e garantir a satisfação dos nossos clientes. São ações que vão ampliar as opções de planos de serviços e tarifas cada vez mais adaptados ao perfil de consumo do cliente, o que implica numa segmentação natural. São cada vez mais serviços diferentes para diferentes clientes. Por uma razão simples: no Brasil ainda são seis celulares para cada 100 habitantes; na Finlândia, 57; nos Estados Unidos, 26. Nosso mercado é enorme e nós queremos continuar na liderança.
ALVARO PEREIRA DE MORAES FILHO é presidente da Tim Tele Celular Sul





