Marcos NegriniMafra: primeiros tempos foram muito difíceis, mas valeramO chefe do escritório da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, João Batista Mafra, 67 anos, é um dos pioneiros de Cianorte. Ele chegou à cidade em 1955, já no cargo, apenas dois anos depois da fundação da cidade. Natural de Guaranéia (MG), Mafra lembra da pequena comunidade que viu se formar. ‘‘Todo mundo se conhecia e parava para conversar e trocar idéias’’, diz.
O antigo funcionário da Companhia conta que o maior transtorno eram as ruas de terra em dias de chuva. A lama impedia ou dificultava muito a locomoção das pessoas. ‘‘Quando cheguei na cidade havia apenas um buraco no centro da mata, onde existiam 33 casas’’, lembra.
Se na cidade a chuva atrapalhava, nas estradas era um drama. Mafra lembra que o trajeto entre Cianorte e Maringá (70 km), levava até três horas para ser completado, em dia de sol. Na chuva, precisava-se do dobro. ‘‘Uma vez saí de Maringá às 7 horas e só cheguei em Cianorte às 3 horas da madrugada do dia seguinte’’, recorda o pioneiro. Nesse dia havia chovido e muitos carros, inclusive o utilizado por Mafra, ficaram encalhados na lama.
A transformação da cidade, de tipicamente agrícola para pólo atacadista de confecções, foi o que permitiu o seu crescimento, considera Mafra.

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