As after hours podem estar virando moda e se espalhando pela cidade, mas as festas mais agitadas deste estilo continuam acontecendo no primeiro club que investiu na novidade em Curitiba, o Circus. Com frequência quase mensal, os dois pavimentos do bar ficam lotados nestas noitadas boêmias. ‘‘Fizemos a primeira after hour no início do ano, com a idéia de ver como o público curitibano - que sempre é meio tradicionalista demais - reagiria’’, diz o DJ do Circus, Pako. ‘‘Para nossa surpresa, de cara foi um sucesso tremendo. Fizemos mais duas e a expectativa para a próxima, que acontece em setembro, é grande’’.
Frequentadas por um público alternativo, as after hours do Circus ficaram conhecidas pela animação até o raiar do dia. ‘‘É como uma celebração à diversão pura e simples. As pessoas se acabam na pista e cada um dança do jeito que quer, sem se incomodar com o outro’’, completa Pako. ‘‘Nunca tivemos nem uma briga neste tipo de evento’’.
A estudante Carla Cordeiro, 22 anos, virou uma das adeptas fanáticas das after hours desde que foi numa em São Paulo, no Hell’s Club, templo da música eletrônica e da cena clubber. ‘‘Numa festa destas, o clima é diferente. Quem vai são as pessoas que realmente curtem a noite e gostam de dançar, não ficam só naquela de sair para caçar’’. O estudante André Torres, 22, confirma: ‘‘é uma viagem. Você dança até entrar em transe’’.

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