Dirceu Alves, filho de Zito Alves, começou a trabalhar com cinema há 35 anos, em 1973, na abertura da Paracine, empresa de manutenção e instalação de salas de cinema. Uma época em que uma barra de carvão mineral, importado da França, fazia as vezes de lâmpada.
Sobre os cinemas da cidade, Alves conta que instalou quase todos. Atualmente, presta manutenção para o Unibanco Arteplex, o Cineplex Batel, Cine Água Verde, a Rede Cineplus e os cinemas da Fundação Cultural.
Com a chegada das grandes redes internacionais -o marco em Curitiba foi a instalação das salas da UCI no Shopping Estação, sob responsabilidade da Paracine, em 1997- a situação mudou. ''As empresas internacionais têm o staff deles, próprio para a manutenção'', diz Alves que, hoje, já não trabalha mais com a instalação de salas de cinema.
Alves não espera que os saudosos e enormes cinemas de rua retornem. ''Até por uma questão de segurança, porque a cidade mudou. Se você deixar o carro na rua, o ingresso pode custar o preço do veículo'', pontuou. Não irá esquecer, porém, das inúmeras salas que instalou pelo País -diz ter perdido a conta- e das duas que foi o responsável, durante a construção de Itaipu, em 1978. Uma do lado brasileiro e a outra do paraguaio. (R.U.)

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