Cinema paranaense é de qualidade?
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terça-feira, 07 de outubro de 2008
Rafael Urban<br>Equipe da Folha 
Quando o longa-metragem ''Estômago'' (2007), de Marcos Jorge, chegou aos cinemas, os olhos se voltaram ao cinema parananese. Mas ele não era filho único e logo vieram outros. Enquanto isso, a produção de curtas ia de vento em popa. E quanto à qualidade do cinema parananese? ''Vai bem. E como qualidade, entendo a diversidade de expressões cinematográficas do Estado, do cinema de gênero de Talício Sirino ao independente de Ricardo Machado, passando por longas como 'O Sal da Terra', de Eloi Pires Ferreira, e 'Mystérios', de Beto Carminatti e Pedro Merege, além de outros trabalhos em animação e documentários'', comenta a pesquisadora Solange Stecz.
Solange foi professora de João Krefer, 20, aluno de cinema do CineTV-PR, que tem opinião diferente. ''Existe um número pequeno de diretores que são a esperança do futuro da nossa cinematografia.'' Ele cita dois: Heloísa Passos e Fernando Severo. Já Solange, acredita que os diversos talentos, cada um a seu modo, ''têm experimentado linguagens, buscando o público e dando visibilidade para a produção paranaense''. Krefer, por outro lado, entende que, em termos gerais, o cinema local carece de uma atualização e estaria distante das discussões contemporâneas, tendo estacionado nos anos 1980. ''Acredito que mesmo nossos melhores exemplos estão aquém da produção no resto do País.'' O jovem criou um blog em que comenta suas impressões do cinema da cidade: www.criticadocinemacuritibano.blogspot.com.


