CINCO ANOS DEPOIS - Drama vivido por Nova York continua vivo
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sábado, 09 de setembro de 2006
Giovana Kindlein<br> Editora de Mundo 
O terror como nunca ninguém tinha visto será lembrado amanhã por todos os seres humanos. Nesta segunda-feira faz cinco anos que os ataques terroristas do 11 de setembro ocorreram nos Estados Unidos, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center (WTC) em Nova York viraram pó. Mas a data não faz parte do passado. Ela continua viva nas mentes e corações do planeta porque a guerra contra o terrorismo está longe de terminar.
Mais de três mil pessoas morreram naquele dia ensolarado de 11 de setembro de 2001. Dezenove terroristas derrubaram o mito da invencibilidade dos Estados Unidos. Da figura apática que tinha até então, o presidente dos EUA George W. Bush transformou-se no ''Senhor da Guerra'' ao prometer de pé, diante dos escombros do WTC, ''capturar vivo ou morto'' o líder da rede terrorista Osama bin Laden, o cérebro dos atentados do 11 de setembro.
As imagens de emissoras de TV mostraram nitidamente os aviões indo de encontro às Torres Gêmeas e a tentativa também ao Pentágono. Parecia coisa de filme de ficção. Não era. Não há como esquecer do desespero de famílias inteiras, até de brasileiros, tentanto obter notícias de seus parentes, amigos e colegas que estavam no WTC. Ao todo, 2.973 pessoas morreram nos ataques ao WTC, mais 45 no Vôo 93, na Pensilvânia, e 189 no Pentágono.
Cinco anos depois, apesar de não ter capturado o líder da Al-Qaeda, George W. Bush conseguiu releeger-se em novembro de 2004, mesmo com as tropas de seu país sofrendo mais mortes do que estava previsto na invasão ao Iraque, um país que ele atacou em 2003 sem o aval da ONU e em nome da sua luta antiterrorista.
Mas os militares americanos não encontraram as armas de destruição em massa que seu governo usou como justificativa para atacar o regime de Saddam Hussein. Nem tampouco, foram recebidos de braços abertos pela população que teoricamente foram libertar. Hoje, populações inteiras do Iraque são submetidas a uma violência diária e a oposição à guerra não pára de crescer.
Desde 2003, mais de 2.600 soldados americanos morreram no Iraque, sem falar nos 3.200 iraquianos mortos apenas na capital nos últimos dois meses, segundo balanço das autoridades locais.
Ao mesmo tempo, os tribunais americanos questionam a legalidade dos meios usados pelo governo para administrar sua luta antiterrorista. Nos Estados Unidos, a Suprema Corte invalidou os tribunais fixados por Bush para julgar os presos de Guantánamo e o governo tem dificuldades para justificar seu programa de escutas telefônicas sem mandato legal e o uso de tortura nos interrogatórios.
Frente às críticas, os partidários de Bush lembram que nenhum atentado foi cometido em território americano desde 11 de setembro, enquanto as bombas da al-Qaeda explodiram em Madri, Londres e Índia. Seu secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, continua no cargo apesar das inúmeras críticas sobre sua gestão da guerra no Iraque, apesar dos inúmeros pedidos para que renuncie.
Estas dúvidas trazem incertezas ao EUA, que além de se proteger, tenta apagar o que restou da tragédia. No lugar do WTC, os americanos vão construir a Torre da Liberdade, um arranha-céu projetado pelo arquiteto Daniel Libeskind, que será mais alto que as Torres Gêmeas. A previsão é de que o projeto termine em 2009. (Com agências internacionais)


