"Uma cidade que se mantém entre as principais economias do Estado e como o mais importante aglomerado urbano do interior. Um lugar com oferta de mão de obra qualificada, proporcionada por um polo de ensino superior e profissionalizante muito atraente para todo o Estado e para outras regiões do País.
O setor de serviços é avançado, com mercado e potencial para atrair mais e mais consumidores. A mesma lógica pode ser aplicada no comércio, cada vez mais desenvolvido. As duas coisas fazem da região metropolitana um centro econômico muito dinâmico, inclusive se consolidando como o epicentro de uma economia industrial que se espalha por toda a região, refletindo na geração de impostos e na renda média dos trabalhadores.
Nesta área, é possível destacar o grau de desenvolvimento que o setor agroindustrial alcançou nas últimas décadas. Um setor que tem uma característica de encadeamento muito forte. A indústria do conhecimento é reconhecida. Há a indústria do software, uma indústria de impacto transversal, que exige conhecimento intensivo e que dá prestígio ao polo universitário, o seu berço desde o início do século.
É uma história bem-sucedida, que ganhou em escala com o estreitamento da relação das escolas com o mercado. Há ainda o ramo das telecomunicações, que a cidade viu se expandir muito nas última décadas. Sem contar a veia empreendedora da população, reconhecida em todo o Estado. Enfim, a economia vai bem. E quando a economia vai bem, a questão social acompanha.
A geração de empregos continua em alta na região, o que ajuda na distribuição de renda, que por sua vez alimenta o comércio. Outro fator que explica a solidez de Londrina e da região que ela representa é a diversificação da sua matriz econômica, que impede que a cidade sofra com as crises pontuais."

Francisco José Gouveia de Castro, economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes)

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