A exemplo dos pioneiros dos anos 1930, estudantes das seis Universidades de Londrina adotam a cidade todos os anos. Muitos desses alunos cria raízes em solo londrinense, tornando-se profissionais que atuam no mercado de trabalho local. A Casa do Estudante da UEL abriga dezenas de estudantes de diversos Estados. Muitos vieram de longe, como os desbravadores, e escolheram o Norte do Paraná para viver e estudar.
  Dois mil e quatrocentos quilômetros separam Seabra, na Região da Chapada Diamantina, no interior da Bahia, do atual lar da aluna Daíse Mendes de Araújo, 23 anos, do quarto ano do curso de Educação Física da UEL e moradora da Casa do Estudante. Para ela, uma vantagem de Londrina, que atrai os estudantes, é a facilidade para obter material de estudo. ‘‘As bibliotecas da cidade são boas. Fica mais fácil conseguir o que a gente precisa para o curso’’, elogia Daíse, que atualmente faz estágio como personal trainer.
  Por causa da distância e das 36 horas de viagem de ônibus, as visitas à família são feitas apenas uma vez por ano. Por isso, nos feriados, Daíse e outros poucos estudantes de terras distantes ficam na casa enquanto a maioria dos 72 moradores viaja. A estudante da Bahia está em Londrina desde 1995, quando veio para a cidade para fazer o Ensino Médio. Em seguida, passou no vestibular na primeira tentativa. ‘‘Na época, escolhi o curso de Educação Física porque a UEL era conceituada como o terceiro melhor do País’’, conta.
  Daíse, entretanto, disse que, ao contrário de muitos estudantes que passaram pela UEL, não pretende permanecer em Londrina após a formatura, por considerar o mercado de trabalho saturado. ‘‘Não descarto a possibilidade de ficar. Vai depender das oportunidades de trabalho. Por enquanto, ainda não tenho o que me prenda na cidade’’, salienta. Para ela, outras vantagens da cidade são o tamanho e o custo de vida, que considera mais baixo. ‘‘Gosto muito daqui. Só não gosto do frio’’, salienta. (F.R.F.).

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