Cidade muda seu perfil econômico
Giovani Ferreira
Ponta Grossa comemora hoje seus 176 anos, destacando-se como um dos municípios paranaenses que mais receberam investimentos nos últimos três anos. Localizada a 110 quilômetros da capital, a cidade-pólo da região dos Campos Gerais, no segundo planalto do Paraná, ganhou notoriedade com a chegada de inúmeras multinacionais, que estão gerando empregos e diversificando a economia local. Pelas ruas de Ponta Grossa tornou-se comum encontrar pessoas falando outras línguas, como francês, alemão e inglês. São estrangeiros que vieram junto com as empresas e estão participando de mudanças não somente na economia, mas também no segmento sócio-cultural da cidade.
Um desenvolvimento que antes era baseado quase que exclusivamente na agroindústria ganha um novo impulso com o incremento do setor metal-mecânico. Com as diversas montadoras automotivas que se instalaram em Curitiba e Região Metropolita, Ponta Grossa foi uma das cidades escolhidas para sediar as empresas-satélites, responsáveis pelo abastecimento das grandes indústrias. Entre as fábricas que estão em fase de implantação, destacam-se, no setor automotivo, a Continental Pneus, a francesa TCA Componetes Elétricos e a alemã Beaulieu, que irá produzir carpetes para automóveis. Um dos fatores de indução de crescimento é o potencial natural do município, localizado no maior entroncamento rodoferroviário do Sul do País e com acesso fácil ao Porto de Paranaguá e aos países do Mercosul.
Pelos cálculos do secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Herculano Lisboa, nos últimos três anos Ponta Grossa conquistou 60 novos investimentos. Alguns deles já estão concretizados e outros ainda estão em fase de implantação. Até o final do próximo ano, quando se encerra a atual gestão na prefeitura, o secretário garante, numa previsão otimista, que o capital investido pelas novas empresas deve passar de US$ 1 bilhão, com a geração de 17 mil empregos diretos e indiretos. De acordo com ele, até o momento já foram abertos 2,5 mil novos postos de trabalho, entre diretos e indiretos.
Um dos maiores investimentos do momento é a de um grupo chileno que está construíndo a Masisa. São US$ 150 milhões para produzir o MDF, uma espécie de compensado de alta tecnologia, utilizado principalmente na fabricação de móveis. O último investimento desse porte foi feito pela Cervejaria Kaiser, que há dois anos inaugurou em Ponta Grossa uma unidade de US$ 130 milhões.
O novo potencial produtivo de Ponta Grossa, deve ser apresentado hoje, durante o desfile cívico-militar em comemoração ao aniversário do município, que acontece na avenida Vicente Machado. As novas indústrias devem levar para a avenida uma amostra do que já estão produzindo e irão produzir.Ao comemorar seus 176 anos, Ponta Grossa vive a euforia do crescimento e da geração de empregos em vários níveis
Arquivo FolhaCezar FerrariEmpresas como a Tetra Pak dão impulso ao progresso ponta-grossense, que nos últimos três anos recebeu cerca de 60 novas empresas, muitas delas multinacionais





