Aos poucos Londrina vem conquistando o status de cidade verde. Em praticamente todos os cantos há alguma área verde, contrastando com o cenário cinza do concreto. Um bosque na Área Central, lagos artificiais em dois extremos (Zona Sul e Zona Norte), pistas de caminhada, fundos de vale ou simplesmente uma praça, um canteiro ou uma ilha de avenida bem cuidada.
  Londrina conta com 35 metros quadrados de área verde por pessoa, o dobro do determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a Prefeitura. Além disso, outro levantamento indica que existem cerca de 150 mil árvores na cidade.
  Ainda assim, a população não deixa de discutir o assunto. Uma das medidas que estão sendo implementadas é o Plano Diretor de Arborização do Município de Londrina (projeto de lei 233/2010), elaborado pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), em parceria com o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma). Uma de suas propostas é realizar levantamento preciso e atualizado do índice de arborização.
  ‘‘O objetivo é ter um instrumento para disciplinar a arborização, desde o plantio até o manejo’’, explica o biólogo da Sema Paulo Cezar Dolibaina. Para o secretário municipal do Ambiente, José Novaes Faraco, o manejo de áreas verdes dentro da cidade é essencial. ‘‘Não podemos encarar essas áreas simplesmente como mato, elas exigem planejamento e ações bem fundamentadas.’’
Proteção ambiental
  O Plano Diretor tem como finalidade a proteção ambiental, redução de consumo de energia e adaptação da cidade às mudanças climáticas. Prevê ainda que seja atingido e mantido a permanente densidade arbórea máxima sobre vias e áreas urbanas, entre outros itens. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina também participa das discussões.
  A proposta é estabelecer a arborização urbana e as áreas verdes como elementos da infraestrutura, tais como água tratada, rede de esgoto e iluminação pública.
  ‘‘A quantidade de árvores em uma cidade reduz o número de internações médicas causadas por problemas respiratórios, diminui a exposição aos raios ultra-violeta do sol e ainda estimula um estilo de vida mais saudável, impulsionando as pessoas a andarem mais a pé ou de bicicleta’’, avalia Paulo Melo Fajardo, consultor da ONG Tudo Verde, especialista em gestão ambiental.
  O plano determina a utilização de 70% de espécies nativas, sendo 40% nativas brasileiras e 30% autóctones. Também prevê a destinação adequada dos resíduos de poda. Para a sua implementação, no entanto, devem ser realizadas audiências públicas para discussão do assunto. Esses eventos devem ser realizados durante este ano nas cinco regiões da cidade e nos distritos rurais.

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