A agricultura brasileira passou por um grande processo de modernização nos últimos 50 anos e uma das principais iniciativas neste sentido começou na Fazenda Rhenânia, em Rolândia. Depois de ver uma tempestade levar a terra fértil onde havia plantado soja em 1971, o produtor Herbert Bartz, que apesar do forte sotaque alemão é brasileiro nato, decidiu pesquisar uma alternativa para que o problema não se repetisse.
  Ele viajou para Estados Unidos e Europa, onde conheceu o sistema de plantio direto, que consiste em fazer o plantio das sementes sem retirar a palha da colheita anterior, sem remover a terra com grade e arado.
  No começo, o produtor foi taxado de ‘‘alemão louco’’, mas aos poucos a tecnologia se expandiu para vários estados, sendo adotada hoje em mais de 25 milhões de hectares no país.
  Bartz mantém a crença de que é possível aumentar a produção agrícola sem causar prejuízo ao meio ambiente. Segundo ele, a área agricultável no país aumentou entre 15 a 20% nas últimas quatro décadas, mas a produção praticamente triplicou neste período.
  Agora, ele acredita que é possível repetir o mesmo fenômeno apenas com aumento da produtividade e aproveitamento das pastagens devastadas. ‘‘O Brasil hoje é considerado o celeiro do mundo, com um grande estoque de terras e nós podemos dobrar ou triplicar a produção agrícola sem agredir a natureza, sem derrubar árvores, sem mexer na Amazônia’’, argumenta.
  Há dois anos, Bartz foi homenageado por ter sido o precursor do plantio direto no Brasil. Ele recebeu das mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Prêmio Apolônio Sales de Mérito Nacional.
  No ano que vem serão comemorados os 40 anos da implantação do sistema de plantio direto no Brasil.

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