Mais empresas investem, mais pessoas compram, alugam e vendem. Esse movimento gera vigor. Em todas as regiões de Londrina o cenário é o mesmo. A quantidade de construções é grande, e maior ainda são os níveis de investimentos.
  ‘‘Londrina está se transformando em uma metrópole. Grandes investimentos como o Mercado Palhano e o Marco Zero caracterizam uma cidade. Também estamos focados em trazer para cá grandes empresas’’, informa o empreendedor Raul Fulgêncio.
  Dentro da tamanha importância das construções citadas por Fulgêncio, destaca-se a paceria de empreendedores de fora com empresários locais. Tal confiança, segundo o empresário, encontra-se na arquitetura que Londrina oferece. Outro fator importante apontado por ele está na crença que o londrinense deposita na cidade.
  ‘‘Quem faz a diferença na cidade são as pessoas que nela habitam. E o londrinense é um empreendedor. A cada empreendimento notamos isso.
Vemos que está tudo sendo feito com muita qualidade e, o melhor, muito otimismo.’’
  Gerson Guariente, do Sinduscon, acrescenta: ‘‘Estamos praticamente no quarto ano do Plano Diretor, e ele vem sendo cumprido. Com defeito, sem defeito, não interessa. O que interessa é que existem diretrizes e, quando você olha para o crescimento da cidade, você nota que não é algo desordenado. Faltam coisas? Faltam. Avenidas que tinham que ser abertas e não foram são um exemplo. Mas o que vemos é um crescimento consistente e direcionado’’.
Entraves e deficiências
  Como em vários âmbitos da economia, no setor imobiliário nem tudo é um ‘mar de rosas’. As dificuldades, muitas delas causadoras da estagnação do crescimento da cidade, ainda são enormes.
  Para especialistas, o maior obstáculo está no poder público. ‘‘Não temos um plano político para o desenvolvimento da cidade. E quando falo político não quero dizer político partidário. A questão é: o que se pretende fazer com a população e a cidade? Isso é um trabalho que deveria ter sido lembrado pelos políticos, que se abstiveram ou não pensaram nisso. Pensaram em outros assuntos, acharam que tinham coisas mais importantes para fazer, e não resolveram a questão. De uma maneira mais lenta, porém consistente, a sociedade acabou se reunindo e fazendo um trabalho de revolução dessas questões’’, coloca Gerson Guariente.
  Na opinião de Raul Fulgêncio, a demora na aprovação do novo Plano Diretor dificulta as ações dos empreendedores. ‘‘A não aprovação atrapalha demais o mercado. A Lei da Muralha impede novos empreendimentos. Sem contar a morosidade do poder público. Levamos um ano e meio para conseguir aprovações para a construção do Marco Zero. Perdemos muito tempo’’.
  Na visão do Secovi algumas das barreiras que permeiam esse mercado também residem na questão de que muitas vezes as pessoas não possuem condição de serem proprietários. ‘‘Ainda temos um alto índice de inadimplência. Não que o londrinense seja um mau pagador, mas ele prefere pagar o cartão de crédito, que tem uma multa muito maior, a fazer o pagamento da taxa de condomínio. Muitos também constroem e não averbam. Vejo, em muitos casos, que falta estrutura temporária para serem locatários e proprietários’’, conclui Adiloar Zemuner.

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