Um mercado promissor com demanda crescente e alta rentabilidade na produção fazem da ovinocultura uma alternativa para o agronegócio. Um ciclo de palestras sobre o tema acontece hoje, no Centro de Treinamento Milton Alcover, a partir das 8h30.

Segundo o veterinário Luiz Fernando Coelho da Cunha Filho, diretor da SRP e da Associação dos Criadores de Ovinos do Norte do Paraná (Ovino Forte), as palestras vão abordar os vários itens da cadeia produtiva, como produção, índices zootécnicos, nutrição e qualidade. Um dos palestrantes vai falar sobre o perfil do ovinocultor, com o objetivo de passar informações aos interessados em ingressar na atividade.

O mercado fornece uma ideia do potencial da ovinocultura no Brasil. De acordo com Cunha, a carne de cordeiro é a segunda mais pedida em churrascarias, por exemplo, e o país importa o produto do Uruguai. "O consumo per capita está entre 700 a 900 gramas ao ano, infinitamente inferior ao da Argentina, que é de 24 quilos. Na Nova Zelândia chega a 80 quilos", compara. O técnico afirma ainda que o rebanho paranaense é de 700 mil ovinos e 100 mil caprinos. "Há demanda para uma produção três vezes maior", complementa.

O desafio dos ovinocultores é organizar a cadeia produtiva para atender a demanda. Cunha explica que tecnologias devem ser adotadas para solucionar questões como a reprodução dos animais, que é sazonal. Porém, segundo ele, a vantagem é que os ovinos têm ciclo mais rápido, o que possibilita uma rentabilidade maior.

Estão presentes na ExpoLondrina as raças Ile de France, Texel, Dorper, White Dorper, Suffolk, Poll Dorset, Santa Inês (nacional) e Bergamacia (de leite).

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