Chuva e Carnaval ameaçaram prédio
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de junho de 1997
Benê Bianchi 
Nos anos 60, aquele que tinha sido um prédio arrojado para a época, também não conseguia mais abrigar todas as atividades da ACL. Além de que, construído sem a tecnologia de estaqueamento, começava a apresentar problemas. O dentista Danilo Silvestre, que foi secretário executivo da Associação de 51 a 54, lembra de uma noite que ele classifica como uma das piores de sua vida.
Era uma noite de Carnaval. O prédio já apresentava rachaduras, mas houve o baile no salão do Grêmio, que funcionava lá (o Grêmio construiu sua sede social depois, no final dos 50). Eu, seu David Dequêch e um engenheiro tivemos que ficar de olho nas rachaduras enquanto o pessoal dançava no salão. Seu David, que dormia cedo, foi embora, e eu e o engenheiro passamos a noite toda indo do salão à sala que ficava no andar de baixo, atentos para evitar qualquer surpresa. Lembro-me que seu David pediu à orquestra que animava o baile para não exagerar nas músicas, e assim evitar que o pessoal pulasse muito. Também usamos durex nas rachaduras para impedir que aumentassem...
Na primeira gestão de Lizandro de Almeida Araújo (62/63 - ele voltou a dirigir a entidade em 64/65 e 72/73) começaram as discussões sobre a construção de um novo prédio. Numa de suas viagens de negócios, desta vez para Recife, Lizandro bateu o olho num prédio todo de vidro, muito bonito, e tão teve dúvidas: era daquele jeito que deveria ser a nova sede da ACL. Contratou um fotógrafo, pediu para fazer as fotos, pegou o filme e embarcou de volta a Londrina. Lizandro lembra que João Milanez aprovou a idéia: Coisa boa e bonita deve ser copiada, disse o fundador da Folha de Londrina.


