Cesta básica também serve como incentivo
Segundo dados do (CCZ) Centro de Controle de Zoone, existem hoje em Curitiba aproximadamente mil carrinheiros que utilizam cavalos. Para eles, o CCZ realiza eventos nas Ruas da Cidadania com o objetivo de apresentar as melhores maneiras de se tratar o animal. Lá os trabalhadores aprendem que um cavalo deve tomar 30 litros de água por dia, recebem dados sobre a saúde e a forma de alimentação, além de palestras sobre legislação de trânsito. Neste dia os carrinheiros também recebem cestas básicas. "Aqui eles criam a consciência que o cavalo ajuda a família e passam a cuidar mais", afirma o diretor do projeto.
Mesmo assim alguns carrinheiros improvisam a atrelagem, pois sai caro. Então fazem com mangueiras, arames e parafusos. Isso pode machucar o animal. No projeto eles recebem também a doação do material correto. O objetivo é ensinar a maneira correta de tratar o animal.
"Uma vez chegou um cavalo tão fraco que quando o tiramos da carroça ele caiu. Quando mais forte está o animal mais carga ele poderá levar", conta Nascimento. As carroças de quatro rodas apoiam o peso maior no chão. Já os de duas rodam são apoiadas nas costas do animal e o esforço é maior.
Os cavalos que andam sem dono pela cidade são apreendidos. Eles ficam 10 dias no CCZ do Canal do Rio Belém até alguém procurar. Caso o dono apareça é cobrada uma multa e o cavalo é liberado. Caso não seja resgatado, o animal é destinado à adoção para fazendas ou instituições de ensino.
A identificação e cadastro dos cavalos era feita através de tatuagem e marcas na boca. Como às vezes elas apagavam, a partir deste ano será adotado o método de implante de um pequeno chip. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas. Em breve o projeto será transferido para o campus da UTP no Barigüi. (D.C.)





