Cerimônia virou ato social, reclama padre
Um dos pontos a favor da Igreja Santo Agostinho, no Ahú, é não ter muitas imagens e, por fora, não ter "cara" de igreja, o que atrai casais interessados numa cerimônia ecumênica. "Fazemos muitas formaturas também, muitos voltam aqui depois para casar porque gostaram da paróquia", completa o padre, informando que já celebrou casamentos de muitos estrangeiros também.
"Falava devagar para a noiva ir traduzindo para o noivo", lembra ele. Apesar de não se sentir à vontade com os elogios, padre Raimundo Stavitzki é bastante querido pelos noivos e cerimonialistas da cidade. Tem fama de ser um padre amoroso, muito educado e flexível. "A igreja caiu no gosto das pessoas, porque Curitiba tem muitas paróquias bonitas para se casar. Os noivos nos procuram mesmo e nós os acolhemos. Mas tenho consciência que sou flexível, já dei permissão para a noiva casar com até três padrinhos, incrementar um pouco mais a ornamentação", revela ele, soltando um sorriso. "Infelizmente, percebo em alguns casamentos uma grande preocupação com exterioridades, a cerimônia mais parece um ato social do que religioso. A noiva se preocupa com o impacto que sua entrada na igreja vai causar. Mas isso, graças a Deus, está mudando", acredita. (F.G.)





