Uma das atividades desenvolvidas no Cresa é o acompanhamento pré e pós-operatório dos pacientes que realizam o implante coclear, também conhecido como ouvido biônico. Através de um procedimento cirúrgico é instalado no crânio do usuário um dispositivo eletrônico de alta tecnologia que leva até o ouvido interno um feixe de eletrodos permitindo a estimulação direta do nervo auditivo através de impulsos elétricos.
O implante pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo. No Paraná ainda não existem hospitais credenciados para realizar esse serviço. Uma opção são os hospitais particulares, como o Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO) e o Hospital Iguaçu.
Segundo a fonoaudióloga da Cresa, Luana Pereira, o aparelho custa cerca de R$ 50 mil e todo o procedimento operatório, contando as avaliações prévias e os ajustes posteriores pode chegar a R$ 100 mil. Dessa forma, a grande maioria dos frequentadores do Cresa, portadores de surdez profunda, opta por realizar a cirurgia gratuitamente em São Paulo. Segundo Pereira, nesses casos o governo federal custeia a passagem, a hospedagem e uma pequena ajuda de custo àqueles que necessitam fazer a cirurgia.
Após o implante é preciso aguardar 30 dias para ativar o aparelho. ''Para dar tempo da cóclea se adaptar'', explica Luana. Depois disso, o Cresa acompanha os pós-operados para identificar qual das quatro programações do aparelho será utilizada, dependendo da resposta do organismo do implantado. (A.A.)

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