Centro ganha torre de quase 100 metros
Projetado com 29 pavimentos, o Residencial Aquajardim terá 93 metros de altura, devendo ser o edifício mais alto do centro da cidade. A Quadra adquiriu quatro lotes para erguer o empreendimento, que ficará nas esquinas das ruas Benjamin Constant com Hugo Cabral. Segundo a diretora de incorporações da construtora, Fernanda Pires, o empreendimento é voltado para o público das faixas B- e C+ e tem previsão de entrega para outubro de 2017. "O centro tem uma grande demanda de apartamentos. Mesmo estando em pré-lançamento, a taxa de ocupação desse empreendimento já é de 80%", revela a executiva.
A lei 7485, que regulamenta o uso e ocupação do solo no atual Plano Diretor de Londrina, não especifica nem limita o tamanho dos prédios na cidade. E o novo Plano que está para ser aprovado pela Câmara Municipal também não vai entrar nessa questão. "Não é o Plano Diretor que vai dizer se compensa o prédio ser mais alto ou não", afirma a presidenta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, Inês Dequech. "O Plano vai limitar a metragem quadrada ou o número de pavimentos existentes em relação ao tamanho do lote", esclarece. E isso o atual Plano Diretor, de 1998, já faz.
Os empreendimentos têm que obedecer aos recuos determinados pela lei, ou seja, prever as distâncias entre o limite dos terrenos e a edificação. O recuo frontal é de 5 metros, e os recuos laterais e de fundos são calculados conforme a altura do edifício. Tecnicamente, é possível erguer um arranha-céu de 100 andares em Londrina, desde que no terreno sejam respeitados os respectivos recuos. Numa simulação aproximada, de acordo com o coeficiente de aproveitamento, um prédio desse tamanho deveria ter 20 metros de recuos laterais, 23 metros de recuo de fundo e 5 metros de recuo frontal, além da edificação.
Na avaliação do Ippul, a Gleba Palhano já vem sofrendo um processo de condensação, embora construtores avaliem que a região ainda tem potencial construtivo. O novo Plano Diretor, que depende de aprovação na Câmara, já prevê novas áreas de expansão, especialmente nas regiões sul e leste. (D.P.)






