Software, chips, nanotecnologia. Estas são algumas palavras de ordem do mundo moderno que deixariam qualquer cidadão há dez anos de cabelos em pé. Hoje, mais do que um conceito futurístico, a tecnologia se tornou parte fundamental do dia a dia. Uma prova disso é que em alguns países pesquisas já apontam existir mais telefones celulares do que habitantes.
  E já que está cada vez mais fácil e acessível vivenciar experiências high-tech, é natural que os Estados, as cidades, as regiões aumentem o investimento em tecnologia para ganhar espaço e não ficar atrás neste, tão atual, processo de desenvolvimento.
  Baseados nesses conceitos um grupo de empresas e cidadãos visionários criaram um centro de discussão e desenvolvimento de tecnologia. Este centro se chama Arranjo Produtivo Local da Tecnologia da Informação de Londrina e região (APL de TI).
  ‘‘O nosso APL foi o primeiro a ser constituído no Paraná, o que motivou a constituição de mais cinco no Estado’’, diz Lucio Kamiji, presidente do APL de TI de Londrina e Região. Desde 2008, os arranjos realizam encontros trimestrais para trocar experiências entre as empresas e identificar demandas comuns. Para entender melhor, tecnologia da informação é uma área que abriga todos os avanços em termos tecnológicos nos últimos anos.
  Segundo Kamiji, a entidade abrange todo o eixo de Apucarana a Cornélio Procópio, no qual foram mapeadas pelo Sebrae em 2006, cerca de 140 empresas desenvolvedoras de softwares que, juntas, geram mais de 900 empregos diretos.
  ‘‘Destas empresas cerca de 40 participam da governança do APL, que funciona como fóruns de debate. Nestes fóruns os empreendedores deliberam ações envolvendo processos tecnológicos que são direcionadas
para entidades – que também participam da governança – executarem’’, explica Kamiji.
  E para que toda essa movimentação não fique só no campo da discussão e passe a ter efeitos diretos na comunidade, o arranjo tem desenvolvido projetos que afetam diretamente a produção tecnológica no Estado e também no País. Só para ficar em dois exemplos, foram conquistas da entidade: a homologadora do Programa Aplicativo Fiscal para Emissor de Cupom Fiscal (PAF-ECF), posto em prática pela Unifil; e o Laboratório de Teste de Software, do Senai.
  Porém, mesmo diante de tanta vontade de transformar a cidade num verdadeiro polo tecnológico os membros do APL ainda sentem algumas dificuldades com relação à implantação do sistema na região, mas tem superado com muito otimismo todos esses obstáculos.
  ‘‘Uma grande necessidade que sentimos foi o de obter um CNPJ para executar parte de ações que as entidades não teriam interesse. No entanto, em maio deste ano surgiu a Cintec (Central de Inovação, Desenvolvimento e Negócios Tecnológicos), que foi a primeira central de negócios de empresas de TI do Brasil. Tem servido de modelo para as demais regiões do Brasil’’, comemora.
  Agora um projeto municipal irá beneficiar empresas prestadoras de serviços de Londrina. ‘‘O projeto abriga as empresas que queiram se beneficiar do recurso de R$ 1 milhão por meio de projetos inovadores. Isto só é possível porque o setor de TI é transversal e atende todas as demais empresas de outras áreas’’, salienta Kamiji.

mockup