A diversidade de gastronomia e as alternativas de lazer, envolvendo bares e restaurantes, fazem de Londrina uma atração. E não é para menos: há opções para todas as preferências, faixas etárias e classes sociais. O setor teve um crescimento significativo nos últimos anos, destacando-se como um dos maiores empregadores do Brasil.
  Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que o segmento emprega no país cerca de seis milhões de pessoas, o que corresponde a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em Londrina, de acordo com o Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similiares de Londrina e Região, são 5.600 funcionários atuando nos estabelecimentos da cidade.
  O fortalecimento do setor tem o respaldo de entidades, como a Abrasel e o sindicato, que representam os interesses do segmento alimentício. O presidente da Abrasel e proprietário do Tomate Seco Café Teatro, Arnaldo Falanca, explica que o principal objetivo da entidade, que possui 35 associados, é a qualificação por meio de parcerias, cursos e palestras. ‘‘A Abrasel debate as necessidades do meio e busca soluções plausíveis’’, afirma.
  O setor, diz ele, cresceu nos últimos anos e a qualidade dos produtos e do atendimento melhoraram. O consumidor dispõe de opções, que vão dos pratos mais tradicionais aos especializados e exóticos.
  Sobre os principais desafios enfrentados, Falanca é categórico: ‘‘O setor tem carência de mão-de-obra qualificada e é sacrificado devido a legislações como a Lei Seca’’.
  Apesar dos desafios e da questão da segurança, o vice-presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes em Londrina, Alzir Bocchi, considera que as expectativas do setor, que cresceu entre 6% e 8% nos últimos três anos, são excelentes. ‘‘Londrina é um centro de convergência’’, define, acrescentando que o sindicato conta com 1.800 associados e que há 17 anos desenvolve cursos e palestras para o setor alimentício no município.
  Já em relação à vida noturna da cidade, Londrina também oferece um leque de opções. ‘‘Na cidade, são 55 boates, casas de shows, danceterias e videokês’’, afirma Bocchi, ressaltando que esse segmento cresce menos que o setor alimentício, pois o público é mais restrito. ‘‘Nos últimos anos, calcula-se um crescimento de 3% a 5%’’, estima.

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