Centro ainda tem potencial
Com duas regiões apontadas como promissoras para o mercado imobiliário, fica uma dúvida. O Centro ainda tem potencial? Especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que sim. A justificativa é a facilidade de acesso a bancos, ao trabalho e, principalmente, pelos crescentes congestionamentos que ganham as ruas da área central de Londrina.
Segundo Rosalmir Moreira, diretor do Secovi, houve na última década uma febre pelos condomínios horizontais. Quem pode, comprou um terreno e construiu casa nas regiões mais afastadas. Entretanto, o abarrotamento das vias e a facilidade de deslocamento nas regiões mais centrais está mudando aos poucos esse panorama.
''Londrina já pode ser comparada a uma pequena São Paulo. Dia desses cheguei a ficar parado mais de 20 minutos no centro num engarrafamento'', justifica Moreira. Ele acredita que o volume de carros nas ruas aumenta, entre outros motivos, pela onda de morar em regiões afastadas por parte de quem busca qualidade de vida.
Em termos comerciais, Moreira aposta numa região histórica e esquecida do centro, repleta de casas de madeira, no anel central situada abaixo da Avenida Leste Oeste e nas imediações da Duque de Caxias.
''Na parte de baixo da antiga linha férrea, a região das ruas Ouro Preto, Rio Grande do Norte, Bahia, Belém e Niterói há terrenos com alto potencial de investimento. Ali surgem algumas construções, mas com o tempo a demanda que deseja o centro pode desbravar aquela região'', analisa.
O único problema é perder parte do patrimônio arquitetônico. As casas de madeira daquela região guardam uma parte da história da cidade. ''Essas casas de madeira podem ser preservadas. Londrina precisa de legislação nesse sentido no Plano Diretor, pois é uma cidade que mesmo nova, já tem uma história. É preciso pensar nisso'', conclui. (R.O.)





