Enquanto aguardam uma oportunidade no grande mercado das histórias em quadrinho, jovens desenhistas e roteiristas de Curitiba desenvolvem suas habilidades com produções próprias publicadas de forma independente.
Este é o caso de duas revistas lançadas recentemente: 'Quadrinhópole', que já está na terceira edição, e 'Avenida', que teve o primeiro número lançado em março de 2007. Ambas reúnem o trabalho de uma nova safra de realizadores que encontram nestes suportes uma forma de levarem seus trabalhos ao público.
O desenhista André Caliman assina estes dois projetos. Segundo ele, o mercado consumidor de quadrinhos independentes no Brasil ainda é muito pobre, mas está crescendo. O intercâmbio com quadrinistas de outros estados tem potencializado a divulgação destes trabalhos, além de proporcionar valiosa troca de experiências nesta liguagem.
A primeira edição de Quadrinhópole foi paga integralmente com dinheiro dos autores. Vendida a R$ 3, ela gerou receita para realizar a segunda edição, que por sua vez custeou a impressão da terceira. Para publicar a Avenida a equipe de realizadores conseguiu alguns patrocínios, mas a maior parte do dinheiro saiu mesmo do bolso dos realizadores do projeto.
Veterano neste mercado, o desenhista José Aguiar, de 31 anos, acredita que publicar a produção, mesmo de forma independente, é a melhor forma de amadurecer. ''Você não pode fazer só pra você mesmo, tem que aprender a cobrar pelo seu trabalho'' aponta.
A venda de quadrinhos nas livrarias também ajuda a dar visibilidade às produções independentes. Enquanto nas bancas estes trabalhos teriam apenas um mês de vida, até serem recolhidos, nas livrarias eles permanecem até acabarem os exemplares.

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