Cemitérios públicos existem há mais de dois séculos na Capital
Os primeiros colonizadores de Curitiba eram sepultados no interior das igrejas católicas. Os mais pobres, eram enterrados em uma sepultura com cova-rasa em locais não muito distantes das vilas onde moravam. Em 1801, por razões higiênicas e sanitárias, a Carta Régia proibiu o enterro em covas-rasas e instituiu os cemitérios seculares. Datam do início do século XVIII os primeiros sepultamentos realizados no pequeno cercado de pátio da antiga matriz de Nossa Senhora da Luz de Curitiba.
Em 1737, os padres da Ordem dos Frades Menores Franciscanos construíram a Capela de Nossa Senhora do Terço. Alguns ricos proprietários de terras chegaram a construir pomposas capelas em seus sítios, por iniciativa particular, que serviam de sepulturas para suas famílias. Outros, de sítios distantes, preferiam levar os mortos para a inumação nas igrejas.
Em 1790 foi anunciada a criação dos três primeiros cemitérios públicos em Curitiba. O primeiro ficava no Descoberto da Conceição, o segundo ficava no povoado da Ribeira de Nossa Senhora do Amparo (em Rio Branco do Sul) e o terceiro na antiga povoação do Arraial Queimado (em Bocaiúva do Sul). Anos depois, foi criado um novo cemitério, o Sítio do Mato, nas imediações do bairro Cristo Rei.(L.P.)





