São Paulo - A celulite ataca magras e cheinhas, sem distinção. Sedentarismo, estresse, variações hormonais, cigarro e má alimentação são alguns dos fatores que desencadeiam o problema. Será que os cremes funcionam? Segundo o dermatologista Humberto Ponzio, os produtos anti-celulite são coadjuvantes, embora suas usuárias observem um sensível alisamento da pele. ''Mediante o grau do problema, um plano de tratamento é estabelecido, no qual entram os dermocosméticos, tratamentos fisioterápicos, exercícios e dietas.''
Nas clínicas dermatológicas e de estética, há aplicações de gás carbônico, ultra-som e outras técnicas. ''Dependendo do caso, podemos alternar dois tipos de tratamentos'', explica o dermatologista Otávio Macedo.
Segundo o médico, o que há de mais moderno é o Velasmooth, tecnologia que consegue penetrar profundamente na pele sem furar nem machucar. Indicado para reduzir medidas, celulite, gordura localizada e retenção de líquidos. Melhora a textura e flacidez da pele, por meio de infravermelho, radiofrequência e vacuoterapia. Mas é preciso 16 sessões, no mínimo, para sentir os resultados.
Varizes
Aumento exagerado do peso, variação hormonal e fatores hereditários estão entre os principais causadores das varizes, originadas pelo mau funcionamento das válvulas que bombeiam o sangue nas veias. A aparência varia de riscos avermelhados sob a pele a veias azuladas. No primeiro caso, são apenas vasinhos doentes que se limitam a um problema estético. Já as veias azuladas e tortuosas, responsáveis pelo cansaço, dor e inchaço das pernas, são consideradas varizes mais profundas.
Segundo o angiologista e cirurgião vascular Kasuo Miyake, quando a cirurgia é indicada, pode-se recorrer à intervenção tradicional (que utiliza fio de náilon ou agulha de crochê para ''pescar'' as veias doentes por furos milimétricos na pele) ou ao laser. ''Esta segunda opção é minimamente invasiva, e consiste na introdução de uma agulha no interior da veia varicosa, por onde passa a fibra ótica do laser de diodo, queimando a veia de dentro para fora.''
Para vasinhos pequenos, a escleroterapia é uma das técnicas mais conhecidas e seguras. Consiste em injeções com líquido esclerosante, que seca os vasos doentes. Outra opção é um método desenvolvido pelo médico, que associa jatos de ar congelado, laser e injeções de glicose. ''O ar gelado diminui a sensibilidade e a sensação de dor do paciente.'' (V.F./Agência Estado)

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