Outdoors, clipes de música e até revista de fofocas. Para a londrinense Karla Leite, os três anos residindo na Ásia foram um misto de muito batente, reconhecimento e fama. Fama instantânea, aliás. Até apresentar programa de TV, Karla, que regressou ao Brasil em março de 2004, apresentou.
''Logo no meu primeiro trabalho, participei de um clipe, em Seul, para uma música de um cantor que é tido como o Roberto Carlos da Coréia do Sul. Depois disso, fui convidada a ir a um programa de TV, como entrevistada. Todos estavam com a camiseta do Brasil e a audiência foi tão alta que, dias depois, me chamaram para participar de um programa com outros cinco apresentadores. Em resumo, aprendi coreano na marra'', relata.
Na Tailândia, a londrinense - descoberta aos 15 anos e que, aos 20, dois meses após trancar a faculdade, viu-se de malas prontas para o outro lado do globo -, também fez sucesso. Tudo por conta de uma campanha para conhecida multinacional de alimentos. ''Apareci na Ásia inteira e na África também em outdoors, tevês e nos metrôs, foi fantástico''.
Dona de histórias inusitadas que, segundo a própria protagonista, ''dariam um livro'', Karla relembra quando sua imagem chegou aos jornais e revistas de fofoca e caiu na mira dos paparazzi.
''Por conta da campanha para essa multinacional, fui fazer umas fotos para uma revista, relacionadas à peça publicitária, com um ator famoso da Tailândia, uma espécie de Rodrigo Santoro, ou um Thiago Lacerda de lá. Fomos todos fotografados e, na festa do lançamento de um suco da marca, também. Pronto, fiquei famosa! Passei 20 dias saindo dia sim, outro também nos tablóides e revistas e dava até autógrafo nas ruas'', recorda, feliz.
Para Karla, que residiu em Hong Kong, Coréia do Sul, Tailândia, Taiwan e teve passagens pelo Japão e o Camboja, neste caso, a passeio, o saldo do estrelato em território asiático repercute até os dias atuais. ''Fiz uma campanha de um sutiã que cola e até hoje estou nas caixas do produto, inclusive no Brasil. Volta e meia escuto os amigos me dizerem que me viram na caixinha do sutiã''.
Do alto de seu 1.79 metro de altura, Karla aponta as diferenças para as mulheres no mercado dos olhos puxados. ''Para a passarela, é aquele padrão magérrima e super alta. Já para o mercado de revistas e TV, enquanto no Brasil se priorizam corpos esculturais e muitas curvas, na Ásia o corpão não tem vez, basta a pessoa ter um corpo bonito e magro, mas não seco'', avalia.
As palavras-chave para triunfar? ''Aplicação, dedicação, paciência e perseverança são essenciais para quem quer trabalhar nessa área'', responde Karla prontamente. Outra fator determinante: escolher bons trabalhos. ''Na Ásia, ninguém fica sem trabalhar muito tempo. Os mais lucrativos, a exemplo do Brasil, são os comerciais de TV e os desfiles para grandes marcas. Catálogo dá até um bom dinheiro, se você fizer de dois a três por dia. As revistas, por sua vez, não dão lucro, mas ajudam a te divulgar, o que é legal''.
Perguntar a Karla se sente saudades? É chover no molhado. ''A Ásia me trouxe muito conhecimento de tudo, foi uma escola de vida. Fiz as melhores marcas, fiz as semanas de moda em todos os países, isso traz uma segurança inexplicável. Sinto saudades e penso, sim, em um dia voltar para lá''. Os fãs tailandeses, coreanos e chineses agradecem.(T.N.)

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