Casos - Eles elas no comando de um tempo
Casos
Eles & elas
no comando
de um tempo
Jota Oliveira
Tenho observado a crescente participação das mulheres também nas sucursais da Folha. Lembro-me de Cacilda Camargo e Paulo Demário, ele o dobro da idade dela. Ambos jornalistas, gerenciaram a sucursal de Cascavel; Lourdes e Giovanni Galletto, também na sucursal de Cascavel (ele criou também a sucursal de Maringá e outras, mas ela ainda não participava do jornal); Marli e Ivan Bitencourt, nas sucursais de Cascavel e Campo Mourão. Deixei para o fim Clarice e Laurindo Rubira, em Cornélio Procópio, porque ela continua pretando serviço à Folha.
Pelos caminhos
da vida, coisas
bonitas e tristes
Vi muitas coisas bonitas e muitas coisas feias (e ruins), nesta vida de jornalista. Bonitas e tristes: as águas coloridas de verde, amarelo e outros matizes, sobre estradas, vilarejos, castanheiras e outras árvores sob as águas da represa de Tucuruí, no Pará; o salvamento de animais ilhados, na área da mesma represa; o Muro de Berlim, à noite, do alto, parecendo um cordão de pedras preciosas, envolvendo e dividindo a antiga capital da Alemanha; fogo, à noite, na Serra do Cadeado, consumindo os pinus da Klabin; os morros cobertos de cupinzeiros na estrada São Paulo-Rio. Apenas bonitas: Superagui, no Litoral Norte do Paraná; Floresta Amazônica, riachos dos Campos Gerais; Rio de Janeiro, à noite, fazendo justiça à música Cidade Brinquedo:O Cristo Redentor é uma medalha pequenina,/no rosário imenso da colina... Feias: crianças e adultos com fome, favelas miseráveis, desastres de todo tipo. Enfim, nada exclusivo da profissão de jornalista, exceto em um ponto: o jornalista precisa chegar mais perto.





