Uma das amigas mais próximas e a última pessoa a estar com Amanda Rossi antes do crime, a testemunha ''X'' exigiu anonimato para conceder a primeira entrevista sobre o assassinato. A jovem, que ''trancou'' o curso neste semestre porque não consegue voltar ao campus, revelou que a amiga teria ligado para um rapaz com o qual estava se relacionando poucas horas antes de ser morta. Afora isso, afirmou ter notado atitudes estranhas envolvendo pessoas que eram próximas de Amanda.
''X'' detalhou que na noite em que foi morta, Amanda teria falado com esse rapaz. ''Ela ligou algumas vezes para ele, mas ele não deu muita (atenção)... Disse que não ia na apresentação dela. Não sei direito porque disse que não ia... Não lembro se ele falou sim ou não'', apontou, completando que não viu o rapaz durante o evento. ''Naquela noite tinha muita gente.''
Sobre o momento em que as câmeras gravaram a última imagem de Amanda viva junto com ela, ''X'' afirmou que a amiga disse que precisava sair, mas voltaria logo.
''Ela perguntou se a gente iria ficar por ali e falou: 'daqui a pouco eu volto'. Esperei uns 15 minutos, ví que ela não voltava e fui para onde estava todo mundo, dentro do ginásio.''
A amiga disse que começou a estranhar a demora da estudante após alguns minutos. ''Comecei a me preocupar depois de uns 20 minutos. Perguntei se alguém a tinha visto. Não lembro direito os horários, mas mais ou menos umas 22h40, começamos a ligar para o celular dela. A gente ligava, ligava, mas caía na caixa postal''.
''Não fui eu''
A testemunha lembrou que naquela noite Amanda iria para a casa dela, participar da festa de aniversário de uma colega de turma, junto com mais três meninas da turma e uma professora. Questionada se alguém do grupo poderia estar envolvido com o crime, ela foi taxativa: ''de jeito nenhum, todos gostavam demais dela''.
Embora afirme não conseguir imaginar que alguém conhecido de Amanda possa tê-la assassinado, ''X'' admitiu que ''investiga todo mundo''. ''Tem algumas coisas que acho estranho. Foram algumas atitudes de algumas pessoas próximas. Não é que a pessoa tenha feito isso. É coisa minha, que eu fico imaginando. Como disse, eu fico procurando entender tudo'', desconversou.
Questionada se as pessoas e a polícia poderiam considerá-la suspeita, ''X'' comentou que quem a conhece sabe de sua inocência e que também não manteria segredo se descobrisse o autor do crime.
''Quem não me conhece pode até achar, porque as pessoas julgam todo mundo sem saber. Isso não me maltrata porque tenho a consciência tranquila e Deus no coração. Podem achar o que for. Eu não fui. Eu sei disso.''

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