CASE EMPRESARIAL - A reciclagem direta de resíduos
A construção civil é uma das maiores geradoras de resíduos do País. Estudos apontam que o desperdício de matéria prima em uma obra pode ser de 30% a 70%. Olhando para estes dados, já é possível imaginar o impacto que a má destinação destes resíduos pode causar no meio ambiente.
Foi com essa preocupação que o engenheiro agrônomo Nicolau Frederico Kempf, proprietário da Vegedry Máquinas e Equipamentos, desenvolveu uma alternativa para evitar a perda de materiais na construção: um equipamento que recicla os resíduos diretamente na obra, o triturador Queixada.
A máquina funciona como um britador de mandíbulas de duas entradas (sistema patenteado pela empresa) que tritura os resíduos de classe A como concreto, areia, azulejos, blocos e tijolos que caem em uma peneira e são separados em duas ou três frações. "Separa areia da brita, brita maior e brita menor", explica Nicolau. Após o processo, o material pode ser utilizado na obra por exemplo, na produção de concreto.
A ideia, conta Kempf, surgiu de uma conversa com amigos. "Começou como uma conversa de bar. Discutindo com amigos, surgiu a ideia de reciclar o entulho na própria obra. Disse vou desenvolver um equipamento para isso", afirma ele, um agrônomo que sempre gostou de mecânica e construía equipamentos.
Instalada na zona rural de Rolândia, a Vegedry existe há dez anos e, desde 2010, vem produzindo o reciclador de resíduos. A empresa possui 12 funcionários e produz cerca de cinco máquinas por semana - que custam de R$ 37 mil a R$ 58 mil dependendo da capacidade de produção. Elas são projetadas e montadas na fábrica; porém, contam com o auxílio de fornecedores na produção de peças.
Há 200 trituradores "Queixada" espalhados pelo País, adquiridos por construtoras, produtoras de matéria prima (que fazem a reciclagem das perdas na fonte) e instituições de ensino. A procura pelo equipamento que, segundo Kempf, não possui concorrentes diretos, se dá por seu potencial de aproveitamento, segurança e menor emissão de poeira.
O equipamento pode ser alimentado manualmente ou incorporado a um sistema com alimentação constante, também projetado pela empresa.








