Cascavel tenta consolidar parque
Cascavel tenta consolidar parque
Paulo Pegoraro
A implantação ou a consolidação de alguns empreendimentos deve promover avanços no peso da indústria na economia de Cascavel (Oeste). Atualmente, o setor é o menos expressivo, respondendo por 21% das divisas do setor produtivo. Pólo de uma região de grande produção agropecuária, o município tem neste campo as melhores perspectivas, com a transformação da matéria-prima.
Cascavel tenta superar a dependência das safras para a alimentação da economia, embora elas ainda sejam fundamentais, porque representam o segundo maior peso econômico, com 26%. O comércio é a grande expressão (53%), porque passou rapidamente da fase produtiva primária para a consolidação como centro comercial regional, atraindo compradores de todas as cidades próximas.
Autoridades e lideranças se convenceram da dificuldade de atrair grandes indústrias nacionais ou internacionais, por isso voltam-se para pequenas e médias, e mesmo as de fundo-de-quintal. Um dos programas de apoio é o Galpão da Produção, de convênio com o Estado, que abriga microindústrias nos bairros, oferecendo número considerável de empregos no conjunto.
Atualmente, as indústrias empregam cerca de 14,2 mil pessoas. A Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel) é a principal expressão, com várias unidades funcionando, e implantando um frigorífico para abater 1,5 mil cabeças de suínos e duzentas de bovinos ao dia. O faturamento será de R$ 70 milhões ao ano, com geração de mil empregos diretos e dois mil indiretos e de R$ 6 milhões em tributos.
Com um frigorífico que abate 130 mil frangos, a Coopavel já fatura R$ 70 milhões ao ano. O presidente, Dilvo Grolli, afirma que a ordem é verticalizar, ou seja, transformar a matéria-prima em industrializados, o que agrega valores. O setor agroindustrial é mesmo a vocação de Cascavel, por causa da disponibilidade de matéria-prima, acrescenta o secretário de Indústria e Comércio, Dércio Galafassi.
O prefeito Salazar Barreiros (PPB) tenta atrair investimentos no âmbito do Mercado Comum do Sul, no qual ocupa espaço político, como vice-presidente do Fórum Regional de Municípios do Mercosul. Um dos resultados é a confirmação de que um grupo argentino instalará em Cascavel uma importadora e exportadora de trigo, e, no passo seguinte, um moinho. Há outras possibilidades de investimentos, mas o processo é naturalmente lento, afirma.





