Casal leva quase uma década para regularizar união
Depois de nove anos vivendo juntas, a analista de sistema Adriana Piske Rudolf finalmente conseguiu firmar como estável sua relação com Kellyane Vasconcellos. A união foi concretizada perante a lei no final do ano passado, em um cartório de Curitiba. ''Há muito tempo queríamos fazer, mas não havia quem realizasse. Há dois anos, dois cartórios de Curitiba passaram a realizar a união entre homossexuais'', diz Adriana.
De todos os direitos ainda negados a homossexuais, o contrato no cartório conseguido por Adriana e sua parceira permitiu apenas comprovar a união das duas e deu direito de se colocarem como dependentes perante o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e o plano de saúde. ''Dos 37 direitos negados a casais homossexuais, agora nós temos direito apenas a uns três ou quatro'', diz ela.
Por isso, o próximo passo do casal é entrar na Justiça para assegurar a união civil entre as duas. O contrato firmado em cartório não permite, por exemplo, que Adriana responda pelos bens de Kellyane na falta desta. ''Vamos entrar com o processo para garantir todos direitos que têm os casais heterossexuais'', diz Adriana. A previsão de sua advogada é de que o processo dure dois anos.





