Um casal morador de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, que preferiu não ser identificado, passou pela terrível experiência de ter a casa arrombada e furtada, por duas vezes. A última foi no dia 18 de abril. Nenhum bem foi recuperado e a missão de fazer o reconhecimento dos quatro homens suspeitos do furto reacendeu a desagradável lembrança de chegar em casa e não encontrar os objetos adquiridos a custo de muito trabalho.
''Da primeira vez, levaram notebook, aparelho de DVD e roupas: ternos e jaquetas de couro'', lembrou o corretor de seguros, que, depois do primeiro furto, decidiu assegurar seus bens. No segundo arrombamento, foram furtados televisores de 21 e 29 polegadas, dois DVDs, videogame, microondas e aparelho de som. O casal foi ressarcido pela seguradora, o que não diminuiu a indignação com o ocorrido. O arrombamento aconteceu em plena luz do dia e, por pouco, a auxiliar administrativa Alessandra (nome fictício) não flagrou os arrombadores dentro de casa.
Alessandra voltava do trabalho e quando estava perto de sua residência viu um dos criminosos saindo pelo portão. Ela gritou e o homem correu para o carro onde estavam outros três comparsas. Mesmo sem entender direito o que estava acontecendo, conseguiu anotar a placa do Fiesta vermelho usado pelos ladrões. Esse é um dos quatro veículos apreendido com a quadrilha presa recentemente em Curitiba, que foi reconhecido, também, por várias outras vítimas.
Quando chamada pela Delegacia de Furtos e Roubos para fazer o reconhecimento dos criminosos, Alessandra ficou reticente à idéia, mas acabou sendo convencida pelo marido a colaborar com o trabalho da polícia. ''Nós tínhamos seguro desta vez, mas quantas outras pessoas que foram vítimas e não tinham seguro?'', disse ele.
Entre os poucos objetos que ainda estavam na delegacia, o casal reconheceu apenas uma caixa de som. Reaver seus pertences não era, de fato, seu propósito naquele dia, mas, sim, fazer sua parte para que os criminosos recebessem a punição merecida. (A.L.)

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