As formas futuristas poderiam tranquilamente sugerir que a casa projetada por Frederico Kirchgassner, no distante ano de 1929, foi levantada atualmente. O virtuosismo dos elementos e o aproveitamento do espaço fazem a residência ser mais do que um símbolo do pioneirismo modernista em Curitiba. ‘‘É uma pequena obra-prima. Provocou muita polêmica quando foi construída e até hoje chama a atenção’’, avalia o arquiteto e pesquisador Luis Salvador Gnoato. ‘‘Kirchgassner só não teve mais destaque por que Curitiba, naquele tempo, era culturalmente acanhada em comparação com centros como Rio e São Paulo’’.
Kirchgassner, que veio da Alemanha para o Brasil com um ano de idade, penou para aprender arquitetura. Como na época não existiam faculdades desta profissão no país, fez um curso por correspondência. Só foi até Berlim para passar pelas provas finais. Sua casa, na esquina das ruas Jaime Reis e Portugal, nas Mercês, atualmente é habitada pela viúva do arquiteto, morto em 1988.

mockup