Casa do Estudante será inaugurada em julho
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Erica Shimamura<br>Reportagem Local 
Casa do Estudante da UEL, ainda inacabada devido a uma série de exigências feitas pela Vigilância Sanitária Municipal e o Corpo de Bombeiros, em agosto de 2006, deve ser entregue até julho deste ano, segundo o pró-reitor de planejamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Otavio Yassuo Shimba.
Ele afirma que os recursos necessários para fazer as readequações na obra, que variam de R$ 250 mil a R$ 300 mil,
estão previstos no orçamento de 2007 da universidade.
No entanto, a liberação dos recursos só deve ser feita em março, quando o setor financeiro da UEL volta a funcionar.
A obra, que começou em 2005, já consumiu R$ 1,4 milhão. Desde o ano passado os 106 estudantes que dependem da moradia estudantil estão alojados em um hotel no Centro da cidade, na Avenida São Paulo, a custo mensal aproximado de R$ 50 mil, entre aluguel, água, luz, telefone e folha de pagamento relativa a remuneração de quatro vigias e dois zeladores, de acordo com o chefe do Serviço de Bem-Estar à Comunidade da UEL (Sebec), Oswaldo Yokota.
Ele informa ainda que o contrato de locação com o hotel vence em julho e até lá será feita uma análise para verificar se os estudantes continuarão no local ou se será adotada outra medida. Os estudantes não ficarão desalojados, garante.
Vagas A previsão inicial da nova moradia estudantil era de 118 vagas, que foi reduzida para 80, depois de passar por uma avaliação da comissão interna da UEL. Ela foi construída em três pavimentos, com área total de 1.700 m2, divididos em 20 módulos de 25 m2 cada, mais a área comum.
Entre as exigências apontadas no termo da Vigilância Sanitária estão a colocação de piso antiderrapante e corrimão no corredor de entrada, além da instalação de janelas na parede do corredor, no lugar das aberturas feitas na parede, que não protegem da chuva.
O termo também pede a instalação de ralos nos corredores da parte térrea, construção de um abrigo para o lixo e do acabamento do teto e dos pisos. Na área comum, onde funcionarão uma sala de estar, cozinha e lavanderia, devem ser contruídos mais banheiros, para funcionários e portadores de deficiência.
Segundo Yokota, o problema mais grave está na adequação dos corredores, das varandas dos módulos e da porta da saída de emergência. Da forma como foram construídas, essas áreas são suscetíveis à infiltração no período de chuvas, o que já estaria provocando o alagamento dos corredores no 1º e 2º andares, além da infiltração nos quartos. A exigência é fazer a colocação de esquadrias anexas nos corredores, segundo aponta o termo da vigilância.
Sobre a diminuição do número de vagas previstas inicialmente, Yokota comenta que a antiga moradia dos estudantes, localizada na Avenida J.K, contava com 60 vagas. Durante 20 anos, sempre foram disponibilizadas de 60 a, no máximo, 70 vagas. Hoje estamos com 106. E acrescenta: a demanda nos últimos tempos não tem sido acentuada.
Seleção O acesso à Casa do Estudante é norteado por dois aspectos básicos: o aluno interessado deve morar a uma distância mínima de 100 km de Londrina e passar por uma triagem socioeconômica.
São avaliados: renda familiar, habitabilidade (em que são investigadas as condições de moradia do aluno) e saúde na família (se há alguma pessoa doente).
A triagem socioeconômica é feita pela Divisão de Serviço Social e indica quais os alunos que realmente são os mais carentes e que devem ser contemplados com vagas na moradia estudantil, explica Yokota.
A triagem é realizada todo ano e o prazo de abertura de seleção, além dos critérios, são divulgados no fim de fevereiro. A seleção deste ano será feita na primeira quinzena de abril, informa o chefe do Sebec, dentro do limite de vagas disponíveis. Informações pelo fone (43) 3371-4462.


