Paulo WolfgangA consultora Evanda Kwitko fala na instalação da entidade Os pequenos empresários de Londrina que estejam precisando de recursos entre R$ 200,00 e R$ 5 mil poderão ingressar com pedidos de empréstimos na Casa do Empreendedor a partir de outubro. Os juros, condições e prazos serão definidos este mês. A instituição é considerada a primeira Organização Não-Governamental (ONG) do Paraná voltada para o crédito popular, e foi instalada em 29 de agosto.
A Casa do Empreendedor recebeu aporte de R$ 1 milhão da prefeitura para começar a operar. Os recursos são provenientes de dividendos pagos pela Sercomtel. Na cerimônia de instalação, além do prefeito Antonio Belinati, do vice-prefeito Alex Canziani, do presidente da Sercomtel Rubens Pavan e outras autoridades, também compareceu a consultora Evanda Kwitko, da Crear Brasil, de Porto Alegre, responsável pelo treinamento da equipe de dez agentes de crédito da Casa.
Diferentemente de um banco comum, a Casa não exige garantias reais do tomador. ‘‘Ele pode usar aval pessoal de algum amigo ou aval solidário’’, diz Beatriz Azeredo, superintendente de desenvolvimento regional do BNDES em Londrina. Segundo ela, o banco participa de projeto semelhante em Porto Alegre. E não tem do quê reclamar: ‘‘A inadimplência naquela ONG não chega a 3%’’, acrescenta.
Mais dinheiroDe sua parte, o BNDES deve aportar mais R$ 1 milhão na Casa. Segundo Paulo Hartung, diretor de desenvolvimento regional do banco, a liberação dessa verba depende da formalização de um pedido - que será feito este mês - e da aprovação do banco.
A Casa do Empreendedor será dirigida por sete conselheiros - ainda não escolhidos - que virão de entidades como Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Sociedade Rural e Sindicato dos Contabilistas.
Tal como o aporte da prefeitura, o do BNDES também não é a fundo perdido, e deverá ser devolvido no prazo de oito anos ao banco, a juros com base na TJLP (hoje em 10,15% ao ano). Para pagar a prefeitura, a Casa terá prazo de cinco anos, mais possibilidade de prorrogação por mais cinco. Os juros serão definidos pelo Conselho.
O prefeito Antonio Belinati espera que a instituição - que inicialmente se chamou ‘‘Banco do Povo’’ - ajude os pequenos empresários a gerar mais empregos.

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