O primeiro cartório de Londrina funciona no mesmo lugar desde janeiro de 1935, quando foi inaugurado. À época, o Cartório de Registro Civil do 1º Ofício e 6º Ofício de Notas, localizado na Rua Pio XII, acumulava funções de tabelionato, registro civil e de alguns cartórios cíveis. Segundo o atual titular do cartório, Eduardo Marques de Souza Pires, ele foi criado por seu avô, Guilherme Braga Abreu Pires, que trabalhava no Tribunal de Justiça (TJ) em Curitiba.
Um pouco da memória de Londrina pode ser encontrada nos livros desse cartório, já que ele guarda todos os registros desde sua criação. Além do primeiro registro de nascimento, ali se encontram os primeiros registros de óbito, datados de 30 de janeiro de 1935. Nesse dia, faleceram dois bebês (natimortos) e uma mulher de 43 anos, chamada Bárbara Knaf, todos na Colônia Roland onde viria a ser formada a cidade de Rolândia.
O primeiro casamento foi registrado no mês seguinte. Em 22 de fevereiro de 1935, Max Rehm e Maria Luiza Nagel tiveram sua união lavrada no cartório.
Já o Museu Histórico de Londrina traz os primeiros livros com registros de títulos eleitorais da cidade. Quem inaugura o livro da 41 Zona Eleitoral, em 3 de julho de 1956, é o magistrado Ismael Dorneles de Freitas, à época com 42 anos. A outra zona mais antiga de Londrina, a 42, teve como primeiro eleitor, também registrado em 1956, o médico Carlos Reichert.
Infelizmente, a ''história dos primeiros'' de Londrina tem lacunas deixadas pela falta de catalogação de documentos. A reportagem da Folha não conseguiu obter, por exemplo, informações sobre as primeiras carteiras de identidade, motorista e trabalho expedidas na cidade. A explicação dos órgãos é que, nos primórdios, esses registros não tinham caráter municipal. (V.N.)

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