Carro paranaense está quase pronto
Montadoras que revolucionam a vida do Estado ajustam últimos detalhes para fazer lançamentos no mercado
Israel Reistein
DivulgaçãoDodge Dakota: saindo na frente, Chrysler vai fabricar 12 mil unidades, podendo chegar à marca de 40 mil por ano A Chrysler, que foi a segunda montadora de veículos a anunciar sua vinda para o Paraná, em 23 de outubro de 1996, está sendo construída numa área de 1 milhão de metros quadrados no município de Campo Largo (Sul), às margens da BR 277 e próximo à bifurcação que demanda a Ponta Grossa. O investimento será de R$ 315 milhões. Serão gerados 400 empregos diretos. A empresa, que lança agora o seu Dodge Dakota, planeja fabricar 12 mil unidades/ano deste veículo, podendo chegar a 40 mil unidades/ano.
A Volkswagen/Audi já estará produzindo automóveis em sua unidade de São José dos Pinhais (Sul) a partir de janeiro de 1999. O valor do investimento é de R$ 750 milhões, para a produção do Audi A3, do Passat e do Golf. O anúncio oficial da Volkswagen/Audi foi feito no dia 10 de dezembro de 1996. A localização da montadora será num terreno de 2 milhões de metros quadrados, na região conhecida como Campo do Assobio, distrito industrial de São José dos Pinhais, às margens da Rodovia PR 25, e a 1 quilômetro da BR 376. Serão gerados 3 mil empregos diretos e entre 7 mil a 10 mil indiretos, quando da chegada dos fornecedores de autopeças. A produção prevista é de 160 mil veículos/ano.
Albari RosaEmpresa investe R$ 315 milhões em Campo LargoA Volvo está investindo R$ 394,560 milhões na Cidade Industrial de Curitiba. O Projeto Volvo visa a ampliação das atividades produtivas da montadora, com a modernização do setor de fabricação de veículos e motores e a implantação de uma unidade de fabricação de cabines para caminhões pesados. Na primeira fase do empreendimento, serão gerados 150 empregos diretos e mais 600 indiretos. Os investimentos foram anunciados no segundo semestre de 1997.
ReflexosApesar de estabelecer fatores positivos em termos econômicos e tecnológicos, a alta industrialização da Região Metropolitana de Curitiba deve refletir no conjunto da economia do Estado. Segundo o sociólogo Ricardo Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPr), ‘‘a alta concentração de investimentos em torno de Curitiba pode a longo prazo provocar um desequílibrio financeiro entre o interior e a Capital’’.

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