O mercado de trabalho para quem pretende seguir a carreira de professor do ensino superior está cada vez mais disputado. Enquanto há alguns anos bastavam a graduação e experiência para brigar por uma vaga, hoje dominar pelo menos mais uma língua, utilizar o computador e ter um título de mestre ou doutor são vantagens. Nos concursos públicos os títulos contam pontos e as faculdades particulares preferem contratar pós-graduados.
O diretor de pesquisa da UEL, Edison Miglioranza, explica que estudantes de graduação que participam de iniciação científica e grupos de pesquisa acabam tendo vantagem. ''A apresentação de trabalhos científicos em eventos ou publicações e a participação em pesquisa conta pontos na hora de avaliar o currículo de quem concorre a uma vaga na pós-graduação'', explica.
Os futuros professores ou pesquisadores precisam saber que fazer um curso de especialização é apenas o primeiro passo. A maioria das instituições exigem produção de conhecimento e para isso é preciso estudar, pesquisar e refletir muito.
''O professor não pode parar nunca, a reciclagem e a busca de novos conhecimentos devem ser uma constante. No caso da universidade essa é uma exigência para a manutenção e implantação de cursos de mestrado e doutorado'', disse. (C.P.)

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