O diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, Beto Lanza, pontua que o carnaval de Curitiba deve ser observado dentro da amálgama cultural da cidade. ''Ele tem potencial nesse contexto e deve ser compreendido nesse universo. Já foi muito potente na época que acontecia na Marechal. As escolas possuem um desenho artístico próprio, dentro das suas condições elas mantém essa tradição com muito esforço. Aqui tem carnaval como qualquer outro, enraizado, verdadeiro e escolas de samba iguais a qualquer outra do Brasil. Diante da excelência de outros carnavais, criou-se esse estigma do nosso carnaval, o que demandaria um olhar mais apurado na sua avaliação'', defende.
Segundo Lanza, há 18 anos trabalhando na Fundação, o carnaval nunca parou em Curitiba e que o público de 7 mil pessoas que prestigiam o desfile da Cândido de Abreu, todos os anos, é considerável e merece respeito. ''O carnaval tem representação. Não cabe a nós, como órgão público, direcionar aquilo que é produção cultural. Cabe a nós respeitar e valorizar a cultura de raiz da mesma forma que atendemos a oficina de música, o festival de teatro. Não é porque um público assombroso não frequenta o cinema de arte que vamos ter que acabar com ele e tratar como algo menor'', compara Beto Lanza.
Para o carnaval deste ano, a Prefeitura de Curitiba investiu R$ 369,5 mil. Desse total, R$ 174,8 mil foram destinados às escolas de samba e R$ 156,8 mil para a infra-estrutura da avenida Cândido de Abreu. O restante, R$ 37,7 mil, foi aplicado para a promoção dos bailes do Ginásio Bairro Novo. (F.G.)

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