‘‘Antes de chegar aqui, do Brasil eu só conhecia carnaval, futebol e Rio de Janeiro’’, diz o japonês Zenji Kita, coordenador geral do projeto de cooperação técnica entre o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) e a Japan Internacional Cooperation Agency (JICA). ‘‘Os japoneses não imaginam que exista o sul do Brasil’’, afirma. Morando em Curitiba há quase dois anos, ele elogia a segurança, o transporte público eficiente, as extensas áreas verdes e o espaço físico, praticamente inexistente no Japão.
Impressionado com as áreas residenciais, cuja arquitetura envolvida pelo verde transmite, na opinião dele, uma agradável sensação de paz, Kita não nega as boas impressões, mas também não poupa críticas. Para ele, Curitiba carece de pequenos cuidados como tapar buracos nas ruas e manter a pavimentação em bom estado. ‘‘Com o crescimento dos últimos anos, a cidade deve ter a preocupação de ampliar a estrutura na mesma proporção’’, opina.
Zenji Kita acredita que os japoneses que estão se instalando em Curitiba vão gerar novos empregos, ao contrário de outros estrangeiros, que estão justamente fugindo das elevadas taxas de desemprego na Europa. ‘‘O Japão vive uma realidade econômica bem diferente da Europa. Nosso índice de desemprego chega a 3% da população, enquanto na França esse índice pula para 10%’’.
Apesar do pouco tempo que já passou em Curitiba, Kita não descarta a possibilidade de seguir os passos de outros executivos japoneses - voltar a Curitiba em definitivo, depois que se aposentar no Japão.

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