O economista Gilberto Camargo, profissional há mais de 20 anos, concorda que a economia do País sempre permaneceu ‘‘morta’’ durante os meses de janeiro e fevereiro, mas acredita que este tenha sido um ano atípico. ‘‘98 destoou do histórico brasileiro, já que as vendas não tiveram uma queda acentuada’’.
Ele relaciona isto com a estabilidade da moeda, acreditando que o consumidor, finalmente, aprendeu a se programar. ‘‘Acho que o Brasil está partindo para o Primeiro Mundo na questão de cultura de consumo’’, afirmou. ‘‘Ninguém mais estoca, as pessoas podem aplicar o dinheiro e ir comprando aos poucos, em qualquer mês’’.
Ele classifica a década de 80 como a pior, quando ‘‘o País realmente parava’’ até o final do Carnaval. ‘‘A sazonalidade ocorria de forma violenta’’, disse o economista.
Apesar de estar otimista com o ano de 98, Camargo não duvida de que a Copa do Mundo e as eleições interfiram no andamento do País. ‘‘Nós todos somos envolvidos por esses fatores e a economia acaba ficando prejudicada.’’

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