Um dos melhores exemplo de uma melhora significativa no quadro clínico de uma paciente que trabalha a arteterapia é C., interna do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz. Carmela, como é conhecida artisticamente, está há mais de dez anos internada e sempre esteve alheia a tudo o que acontecia à sua volta. ‘‘Ela era isolada, vivia em um mundo particular, não se comunicava e principalmente, era muito agressiva.’’, conta Tânia Barros.
Desde fevereiro deste ano, Carmela participa das oficinas de pintura diriamente no hospital. ‘‘Nosso primeiro desafio foi fazer com que ela tivesse interesse em pintar. Depois de conseguido isso, partimos para a prática’’, contou Barros. O resultado foi melhor do que o esperado.
Os médicos são unâmimes em afirmar que Carmela teve uma evolução mais do que significativa. ‘‘Hoje ela é uma pessoa comunicativa, mostra vontade no que faz, pinta com prazer e está evoluindo a cada dia. Sua agressividade diminuiu a níveis mínimos’’, diz o provedor Ambrósio Asaiag.
‘‘A Carmela foi o caso que mais chamou a atenção das classes terapêutica e médica do hospital’’, disse Tânia. Ela disse, também, que através dos quadros, foi possível perceber como a ‘pintora’ se relacionava com o mundo exterior e o que sentia a respeito dele. ‘‘Além dela temos outros pacientes que estão indo pelo mesmo caminho’’, disse. Até a semana passada, os quadros de Carmela estavam em exposição no auditório da Secretaria de Estado da Saúde. Junto com os dela, vários outros de internos do Hospital.

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