No ranking da infidelidade nacional, levantamento pesquisa do ProSex - que se transformou no livro Descobrimento Sexual do Brasil (Summus Editorial) -, as cariocas estão em primeiro lugar (34,8%). Entre os homens, os baianos são os que mais traem (64%).
O mais baixo índice de infidelidade feminina e masculina está no Paraná - elas, 19,3% e eles, 42,8%. São Paulo é o segundo mais baixo: homens, 44,2% e mulheres, 24,1%.
O assunto está tão em voga que a jornalista e tradutora Leneide Duarte-Plon lançou recentemente o livro ''Por que Elas São (In)Fiéis'' (Ediouro). Trata-se de um ensaio histórico-sociológico sobre a questão da submissão da mulher e sobre a fidelidade em várias culturas e épocas, seguido de 12 depoimentos femininos. A autora, que vive em Paris, se inspirou numa reportagem sobre infidelidade, publicada numa revista francesa.
''Os depoimentos de brasileiras e francesas mostram mulheres que buscam o amor e, para isso, lutam, sofrem e, muitas vezes, se dilaceram na relação a dois'', fala Leneide. ''Surpreendentemente, nenhuma das infiéis entrevistadas confessou qualquer tipo de culpa. A infidelidade também ocorre apenas para testar seu poder de sedução, por vingança ou como revolta, para afirmar a liberdade individual numa relação de opressão.''
A autora evitou as expressões ''adultério'' e ''traição'', por serem carregadas de julgamento moral ou religioso. Nem por isso, ela faz apologia à infidelidade. Mas não deixa de citar o pacto de liberdade proposto por Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, num casamento sui generis que os uniu por mais de meio século e, até hoje, parece uma meta impossível para a maioria das pessoas. Este é um dos motivos pelos quais a infidelidade continua sendo um tabu. Só que agora as mulheres deixaram de ser apenas as vítimas.(A.E.)

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