Caras conhecidas
O jovem publicitário que assistiu aos filmes a pedido da FOLHA reconhece um dos atores de ''Garotos Amadores II''. ''É um garoto de programa. Trabalha em uma sauna.'' Trabalhava. Seu nome é Marcelo Alemão, 33, 114 cenas pornôs no currículo. ''Sendo 84 deles homo. Não posso dizer que não sou gay, mas estou casado com uma mulher.'' Há três anos afastado dos sets, Marcelo lembra dos bons tempos, em que recebeu cachês superiores a R$ 1.400. ''Quando comecei, ninguém queria mostrar a cara. Hoje tá todo mundo fazendo uma cena por R$ 150.''
Já filmou em barco, chácara e piscina. Afirma que nunca assistiu a um dos filmes em que atuou. ''O pessoal vem dizer que me viu em um filme. Legal. Mas se eu te falar que vi um filme meu, é mentira.'' Em relação ao trabalho realizado em Curitiba, conta que não foi muito diferente, pois ''também não tem roteiro''. Ao casar com uma ex-garota de programa, ele abandonou a noite. Hoje trabalha como motorista. ''Faria filmes de novo, mas não voltaria a fazer programas'', diz.
Se Alemão passou dos cem filmes, ninguém de Curitiba fez mais cenas pornô do que Guina, 38 anos e mais de duzentos filmes no currículo. Sobre a indústria pornô local, ele admite: ''Aqui é meio devagar.'' Em Curitiba, chegou a gravar algumas cenas com sua ex-mulher, mas nunca soube se o trabalho foi finalizado. Fez poucos filmes gay, quatro ou cinco. A grande maioria foram hétero e trava, em que contracena com travestis.
Separado da mulher e com dois filhos para criar, Guina, que trabalha na noite, estuda a possibilidade de voltar a gravar. Se assusta um pouco com a prática hoje comum de fazer o sexo anal sem camisinha. Sobre as qualidades que o levaram a estrelar tantos trabalhos, ele é simples, direto. ''Deve ser pelo meu dote de 26 centímetros.'' Guina está cotado para aparecer no próximo filme de Marcos Piovesan, o diretor curitibano que ainda sonha em lucrar com a indústria pornô.





