Cara nova no espaço antigo
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Para mudar radicalmente um ambiente não é preciso fazer alterações estruturais ou elaboradas. A simples troca do revestimento de uma parede, a mudança de um móvel de lugar e a substituição de alguns objetos já pode trazer um efeito completamente inovador ao espaço. A arquiteta Marlene Ricci, do escritório Bravim & Ricci e associados, lembra que a reforma serve para revitalizar ou readequar alguma coisa que não esteja atendendo à necessidade do cliente, mas também pode ser feita para repaginar e trazer mais vida ao ambiente.
O grande segredo da decoração é manter-se no estilo clássico, especialmente nos elementos de maior durabilidade como revestimentos e pisos. "Quando a gente trabalha num projeto com bons materiais temos que evitar os produtos que caracterizam moda, o ideal é encontrar elementos com que a pessoa se identifique e que se mantenham atuais por muitos anos", afirma. As imitações, por exemplo não devem continuar na moda por muito tempo. "Oriento os clientes que querem comprar alguma coisa que imite mármore ou madeira que comprem o verdadeiro mármore ou madeira", aponta acrescentando que além de possuírem maior durabilidade, esses elementos são sempre atuais.
Novos revestimentos para a parede são formas fáceis de mudar a cara do ambiente. Substituir papéis de parede e instalar azulejos são boas opções. No entanto, a arquiteta destaca que mudar tudo nem sempre é legal. "O mais bacana é fazer o retrofit, isso significa revitalizar ao mesmo tempo em que se mantém a característica daquele espaço. É legal deixar alguma coisa antiga para a pessoa se remeter ao tempo passado", afirma.
Objetos antigos, especialmente os de família dão um charme especial ao espaço e podem ser valorizados em vez de serem substituídos. "Para usar um móvel velho ou antigo é preciso fazer a manutenção com verniz e substituir os puxadores estragados", afirma. Ela acrescenta que procura manter as características originais dos móveis de família porque fazem parte da memória afetiva do proprietário e trazem a história do dono da casa. "No Brasil temos a cultura do descarte, mas além dos móveis, um bom quadro, um bom abajur e outros objetos podem continuar na decoração mesmo após muitos anos. É só substituir a cúpula, trocar a capa de almofadas, colocar uma iluminação diferenciada sobre o quadro, movimentar o mobiliário. Esses detalhes fazem a diferença e mudam o espaço", ensina.
Conforme ela, muitas vezes só o fato de mudar objetos de lugar já é suficiente para trazer o tom de novidade para a casa. Para isso ela recomenda sempre optar por peças de qualidade com boa durabilidade na hora de decorar. "As peças antigas contam a nossa vida", conclui.
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