Capital vai aprimorar trabalho da defesa civil
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quinta-feira, 02 de agosto de 2007
Denise Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba vai ganhar o Plano Diretor de Defesa Civil (PDDC). Ele fará parte do Plano Diretor do Município e reunirá as ações fundamentais a serem adotadas em caso de desastre, bem como as medidas de prevenção. O diagnóstico das principais vulnerabilidades da capital e a primeira proposta para o PDDC devem ser apresentados até o final deste ano.
Para isso, foi criado o Grupo de Atividades Fundamentais (Graf), que atua como um conselho consultivo. O grupo, formado por 25 órgãos municipais e outras 22 entidades, está discutindo em reuniões mensais as diretrizes do Plano de Defesa Civil. O Graf também vai contribuir para a realização das atividades de planejamento técnico e operacional da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), além de prestar apoio no desenvolvimento das ações futuras.
Entre as ações previstas no Plano estão a inserção da defesa civil no currículo escolar, o estabelecimento de contingências (o que seria necessário no caso de desastre) e a previsão de como seria articulado o relacionamento entre os diversos órgãos e entidades, de acordo com as respectivas competências, nas operações de emergência. Todos os dados serão organizados por um programa de computador desenvolvido pelo Centro Nacional de Apoio Científico em Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná. Em setembro, a ferramenta será apresentada pelo coordenador do Cenacid, Renato Eugenio de Lima, na Aústria, em um congresso da Organização das Nações Unidas sobre novas formas de enfrentamento de desastres no mundo.
Na última reunião do Graf, realizada no Quartel General da 5ªRegião Militar/5ªDivisão do Exército, no Pinheirinho, foram eleitos os desastres de maior risco para um grande centro urbano como Curitiba. São eles: inundações, alagamentos, vendavais, tempestades, granizo, incêndios em imóveis, acidentes com produtos perigosos e acidentes aéreos.
De acordo com o coordenador técnico de Defesa Civil de Curitiba, Marlon Alves Cardoso, o objetivo é aprimorar o trabalho de prevenção. Os riscos estão aí e pode ser que em algum momento evoluam para uma ameaça e daí para um desastre. Temos que nos preparar desde já, ainda na normalidade, justifica. O coordenador explica que a atuação da defesa civil depende de uma articulação de esforços de vários órgãos. E com as reuniões, realizadas cada vez na sede de um órgão diferente, é possível conhecer melhor as competências de cada um. Não é na hora do desastre que as pessoas devem se conhecer. É preciso saber antes o que cada um pode fazer para, na hora do desastre, já saber como agir, explica.


