Participantes avaliaram que o Psycho Carnival deste ano, assim como a marcha de mortos-vivos, estão "muito melhores". "Já virou um evento cultural. Tem até apoio da prefeitura! É assim que tem que ser. Curitiba, capital do rock no Carnaval", opinou Jéferson.
Quem chamou atenção ao chegar foi a "Noiva Cadáver" Lorena. A garota, de 19 anos, é estudante de Design na Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR). Foi acompanhada por Bruno, que faz Jornalismo na mesma universidade. Lorena tem os cabelos "naturalmente" vermelho-fogo. Alta, magra, rosto fino com grandes olhos, a menina caprichou no penteado e na maquiagem. Para compor seu personagem, usou uma peça de família - o vestido de casamento da avó, todo em cetim. "Mandei lavar e ficou assim todo detonado, então, combinou, né".
A dupla já havia ouvido falar da Zombie Walk de Curitiba. Este ano, resolveram participar "para se fantasiar, se divertir". Gostam de rock, como todo mundo ali. Mesmo não sendo seguidores fiéis do estilo psychobilly, foram a muitos
shows do evento. "Bacana a gente poder se divertir na boa, aqui na cidade, sem ter que ouvir batucada", disse Bruno. "A gente odeia esse negócio de samba e carnaval", completou Lorena.
O "casal" interrompeu a entrevista porque Lorena, muito solicitada, ia posar para vários fotógrafos que registravam a reunião de mortos-vivos. Logo depois, estavam entre a turma que saiu caminhando em direção as Ruínas de São Francisco. Foram vinte minutos de marcha tranquila pelas ruas do centro, até o local onde quatro bandas se apresentaram. De lembrança, restaram nas escadarias do cemitério umas poucas latinhas de cerveja e pingos de sangue de groselha.

Incidente
O único incidente ocorreu pouco antes da saída da caminhada. Um grupo de "mortos-vivos’ teve que ser retirado de dentro do cemitério porque, de acordo com funcionários da administração, estavam vandalizando e demonstrando comportamento inadequado. "Subiram em lápides, davam risada, demonstrando total falta de respeito", disse um dos guardas municipais chamados para dar conta da baderna.

Curiosidade
A Zombie Walk ocorre em várias cidades do planeta há alguns anos. É um evento de diversão pura, sem patrocínios de marcas nem conexão com algum evento em especial. Serve para extravasar idéias e fantasias de quem curte filmes de terror B, rock e a estética "pulp fiction" dos anos 50. Geralmente é realizada no Halloween, ou seja, véspera do Dia de Finados. Curitiba é a única cidade onde a Zombie Walk acontece no Carnaval - justamente para integrar as atividades do Psycho Carnival. (B.M.)

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