Capital deve ficar sem festa nas viradas de ano
O baixo interesse do público curitibano é o principal fator responsável pela falta de comemoração oficial para a chegada do Ano Novo, segundo a superintendente do Instituto Municipal de Turismo, Vera Lúcia de Andrade. Ela lembra que, há dois anos, a prefeitura promoveu bailes de réveillon nas Ruas da Cidadania e na Avenida Marechal Deodoro, mas o projeto não vingou. ''O público demonstrou baixo interesse. Aqui as pessoas querem tranquilidade ou querem praia. Quem busca uma programação mais festiva acaba indo para o litoral'', explica Vera Lúcia.
Para a superintendente, a calmaria é a grande característica do réveillon curitibano e não há perspectiva de mudança. ''O Ano Novo em Curitiba é voltado para essa tranquilidade mesmo, com menos gente. Esse é o grande atrativo. A tendência é privilegiar esse sossego'', afirma. Para Vera Lúcia, o turista que visita Curitiba divide seu tempo entre a Capital e o que as regiões próximas oferecem. ''Fazer turismo em Curitiba é também estar no entorno. Ele vai e volta'', avalia.
O número preliminar de turistas que visitaram a cidade ao longo do ano que passou cresceu 10% em relação ao movimento de 2006, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba. O balanço final do setor deverá chegar a 2,3 milhões de visitantes, 200 mil a mais do que no ano anterior. Em 2006, Curitiba recebeu 2,1 milhões de visitantes.
Também em 2007, o Disque Turismo - (41) 3352-8000 - foi ampliado e passou a atender 24 horas. Os turistas também podem ligar para a Central 156. Um novo mapa para orientar os visitantes foi criado e pode ser adquirido em um dos sete postos de atendimento ao turista na cidade. De acordo com a prefeitura, as informações sobre turismo são as mais acessadas em totens eletrônicos colocados em locais estratégicos e de grande movimentação da cidade. Além dos totens, os visitantes podem obter informações no site www.viaje.curitiba.pr.gov.br.
Ainda segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, nos últimos dois anos, foram capacitados cerca de 6 mil profissionais que trabalham direta ou indiretamente com turistas e servem de agentes para o atendimento. São profissionais do setor de hotelaria, de restaurantes, artesãos, motoristas de táxis e de ônibus, além de guardas municipais, entre outros. (D.R.)





