Outro projeto de recuperação da história e memória de Ibiporã é o Circuito das Capelas, que reúne depoimentos de quem ajudou a construí-las e daqueles que até hoje se dedicam a preservá-las. Todo esse trabalho resultará em um livro e servirá como incentivo para a visitação das 24 capelas (12 na área urbana e 12 na zona rural).
O valor desses espaços é histórico e arquitetônico. Na Capela São Pedro, os bancos de madeira e o confessionário resistiram ao tempo. Aliás, em cada canto dela há detalhes que remetem a 1938, ano de fundação.
Moradora há 50 anos na Água das Abóboras, Maria Aparecida Cortez Menegon é responsável pela limpeza do local, com a ajuda de outras mulheres, mas é ela quem fica com as chaves, em uma espécie de "guardiã" da capela. E esse título lhe cai muito bem, pois ela encara esse cuidado como uma mãe que zela por seus filhos. "Faço de coração", diz.
A poucos metros dali, a Capela Nossa Senhora Aparecida também possui suas "guardiãs". Construída há muitas décadas na Água dos Cágados, foi reformada e mudou de local há cerca de 40 anos.
"As mulheres carregavam água do rio para limpar a capela. Ela sempre nos uniu e representou nossas famílias", afirma Alice Giroldo Bulter, de 64 anos. Ela representa uma das 30 famílias que vivem na região e junto com Adélia Gibin Milani, de 65, encabeça um grupo de mulheres que se dividem nos cuidados e limpeza. "Achei ótimo esse projeto por valorizar nossa comunidade e preservar estes locais", ressalta Adélia. (M.O.)

Imagem ilustrativa da imagem Capelas revelam riqueza histórica
Maria Aparecida Cortez Menego, "guardiã" da Capela São Pedro: "Faço de coração"
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