Mais antiga que a própria instalação de Maringá, a Capela Santa Cruz, construída pelos pioneiros em regime de mutirão em 1946, pede socorro novamente. O piso foi trocado há 11 anos mas está ameaçado pelo ataque de formigas. A divisão de Patrimônio Histórico do município já pediu um estudo para viabilizar o combate aos formigueiros, que em alguns pontos têm provocado o afundamento do piso. A recém-criada Secretaria de Cultura, sem verba orçamentária, tenta solucionar o problema. -
A coordenadora do Patrimônio Histórico, Sueli Gomes Gonçalves, alerta também para o uso irregular da capela. A partir do tombamento, em 1991, a Santa Cruz deveria abrigar apenas missas e solenidades especiais. ‘‘Isso está sendo desrespeitado’’, diz. Ela revela que um acordo entre a arquidiocese e a prefeitura ‘‘liberou’’ o templo para missas diárias, casamentos e outras solenidades que comprometem sua estrutura.
A preocupação é que todo um trabalho de restauração, realizado por especialistas e a um custo muito alto, fique perdido. Foram vários meses de pesquisa junto aos pioneiros e dois anos de trabalho para devolver ao templo as características originais da época da fundação. Toda estrutura chegou a ser suspensa do solo para a troca do piso e das fundações de madeira. As imagens e quadros também passaram por um trabalho de recuperação. ‘‘O grande fluxo de pessoas e a fixação de enfeites de casamentos, podem prejudicar objetos de grande valor histórico’’, avisa Sueli. (M.Z)

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