Candidatos voltam a criticar indefinição do TSE
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domingo, 05 de outubro de 2008
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
O candidato Barbosa Neto (PDT) chegou ao local de votação, no Colégio Hugo Simas, pouco depois das 8 horas, acompanhado pela esposa, Ana Laura, e pelos três filhos. Confiante na ida ao segundo turno, criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não julgou a impugnação do registro da candidatura de Antônio Belinati (PP), antes do primeiro turno.
Um fato como esse tumultua o processo eleitoral, atrapalha o eleitor. É preciso que tenhamos leis mais claras para evitar tantos julgamentos como ocorreu este ano, afirmou o pedetista. Sobre a possibilidade de Belinati ter o registro cassado após o primeiro turno, Barbosa preferiu não fazer previsões. Temos que esperar o voto cair na urna, não quero fazer conjecturas, disse.
A crítica ao TSE também foi o tom da manifestação do candidato André Vargas (PT), que votou às 9 horas, no Colégio São José, no Jardim Leonor (zona oeste). Lamento que a eleição esteja vinculada a uma decisão do TSE. Londrina acabou sendo prejudicada, disse. Para ele, a falta de definição do tribunal deixa o coração das pessoas apreensivo, é como uma nuvem atrapalhando o processo. Vargas lembrou que o tribunal julgou cerca de dois mil processos, mas o caso de Londrina não está incluído nesse rol. O candidato estava acompanhado pela esposa, Eidilaira, e pelos dois filhos adolescentes, Aron, de 17 anos, e Ana Clara, 16, que ontem votaram pela primeira vez.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) acompanhou Vargas ao local de votação. O prefeito disse que seu sucessor vai encontrar uma cidade equilibrada no plano fiscal e financeiro. Nunca fiz política para beneficiar quem não paga tributos. Assim não temos déficit financeiro. Mesmo os projetos que estão em andamento já estão com os recursos no caixa, completou.
Para Luiz Eduardo Cheida
(PMDB), a indefinição do TSE não prejudica a sua candidatura, mas a cidade de Londrina. Todos perdem, o TSE foi negligente. Como um tribunal dessa magnitude não julga uma questão importante como essa?, questionou. Segundo ele, a falta do julgamento pode interferir no processo. A retirada de um candidato muda o quadro. Um candidato que estaria na terceira colocação, poderia estar em primeiro caso o tribunal já tivesse feito o julgamento, afirmou. Mas esta é mais uma prova de fogo para Londrina e seus eleitores que, com certeza, vão fazer o julgamento, completou. Cheida disse acreditar que está no segundo turno. Ele chegou ao Senac acompanhado pela esposa, Denise, e por dois filhos, por volta das 9h30.


